segunda-feira, 16 de setembro de 2013

O PREFEITO DE DIVINÉA E SEUS DELÍRIOS

      Mais uma vez o execrável Prefeito escapa das garras da lei, desta feita graças a um oportuno deslize temporal dos advogados de acusação...
      Está mais do que claro que as ações impetradas ainda não chegaram ao fim, assim como a luta para a cassação do improbo, mas o que salta aos olhos é o volume de recursos que devem estar canalizados para mantê-lo na torre do castelo.
      São amnésias convenientes de quem deveria ser eficiente e eficaz, entendendo que eficiência é fazer a coisa certa e eficácia é fazer a coisa certa desde a primeira vez; são decisões de juízes e relatores de uma corte que deveria zelar pelo espírito da lei, mas que por leniência ou conveniência permite que filigranas do rito legal justifiquem sua inação, quando até mesmo em seu pronunciamento final o desembargador afirma encontrar nos autos motivos e evidências mais que suficientes para uma cassação de mandato e lamenta não executar a decisão por meros detalhes processuais...
      Pelo menos desta vez a corte conheceu um pouco mais da torta trajetória do anão moral que comanda a ilha da fantasia petista em nossa cidade, visto que, dada a palavra ao brilhante advogado Dr. Claudio Ramos - o ex-vereador que nos enche de orgulho e foi o único edil fora da folha de pagamentos da quadrilha - este não se furtou em meias palavras e abriu sua caixa de ferramentas, sua impiedosa oratória, desfiando sem compaixão um vasto, verídico e impressionante rol de incompetência, desvio/malversação de recurso público, descaso com a vida alheia, falta de compostura no exercício do cargo e tudo o mais que caracteriza o pequeno ditador do mal, fazendo reinar, por mais de trinta minutos, um absoluto e respeitoso silêncio naquela corte com a atenção que lhe foi dedicada. Não restou uma vírgula sequer que o nobre causídico tenha omitido. Faltou, isto sim, à corte, ombrear sua decisão com o teor daquelas assertivas e com os fatos contidos no processo, mas com certeza ficou um alerta pulsando à espera do próximo capítulo.
      Assim, de episódio em episódio, cada qual mais obscuro que o outro, vai escapando o marreco etílico e prosseguindo com seus devaneios, desmandos, abusos e arrogâncias, certo de que em Divinéa tudo lhe é e sempre será permitido (ou será que deveríamos dizer vendido, negociado?)
      Enquanto não nos surge um Joaquim Barbosa, um cidadão da corte que não se deixe levar por torpes interesses e leve a cabo as penas que os fatos e (mal)atos exigem, nos resta aguardar a próxima calamidade.
      Quem sabe não lhe ocorre inaugurar um novo cemitério? Afinal, diante do quadro deplorável e criminoso da saúde na cidade e de seu profundo descaso com a questão sanitária do município, clientes não faltarão para engrandecer o empreendimento e enriquecer os "cumpanheros".
      Talvez uma outra reforma da praça, plantando ali uma gigantesca estrela para servir de palco para mais e mais espetáculos circenses (chamados de shows) realizados a qualquer pretexto e transformados em verdadeiros festivais de carrocinhas, bêbados e drogados., com a complacência e adoração do povo alienado que lhe reverencia pelo pão e pelo circo.
      Garantido mesmo em Divinéa, pelo menos até que a casa finalmente lhe caia, é a continuação da desgraçada equação de música (quase sempre de qualidade e valores duvidosos) + asfalto (frio, vagabundo e mal colocado) + subempregos temporários aqui e ali; tudo para levar uma das irmãs cajazeiras à disputa de um vistoso cargo público sem que lhe seja reconhecida qualquer competência para tal, mas isso já é outra história e, com toda certeza, pouco importa o resultado, desde que lhes renda belos frutos nos bolsos pelo caminho...
      Viva Divinéa! Viva o coronel Pingurussú! Ops, Patorussú! Ihhh! Sei lá...e viva nada, morra, será uma beleza para a inauguração!!!

domingo, 28 de julho de 2013

O REI ESTÁ NU... E A RAINHA TAMBÉM. (OU O MUNDO DA PROPAGANDA E A VERDADE DAS RUAS)

Há pouco mais de um ano, em seu discurso de posse na Câmara Municipal de Maricá, o então Vereador Claudio Ramos concluía seu contundente pronunciamento afirmando: "O Rei está nu!"
A realidade a que ele se referia com aquela citação de uma antiga fábula dinamarquesa de Hans Christian Andersen fazia referência às mentiras e falácias do enlameado prefeito local, mas com certeza refletia muito mais que apenas aquela pontinha do iceberg petista.
Demorou para cair a ficha no coletivo urbano brasileiro, mas a prepotência, o excesso de desprezo pelo público e de apego por interesses privados, o conluio sem precedentes entre políticos e bandidos, o total descontrole dos executivos - municipal, estadual e federal com raríssimas exceções - Brasil afora fez chegar a última gota no copo cheio. A coisa desandou. A maionese azedou. O povo acordou e viu a verdade escancarada na rua ser bem diferente do conto maravilhoso da propaganda petista.
O inconsciente coletivo que saiu às ruas do país inteiro e bradou sua indignação foi a criança, aquela inocência imune e sem medos, que apontou a nudez do Rei e, em nosso caso, também da Rainha e de sua corte de cooptados.
Por vinte centavos percebeu-se que tantas centenas de milhões, que tantos bilhões de reais vem sendo consumidos, desviados, mal aplicados, surrupiados, sem qualquer cerimônia por essa escória política que tomou o país de assalto e se perpetua sob o patrocínio de uma sistema eleitoral corrupto, contaminado e manipulado pelo maior estelionato oficial de que se tem notícia no mundo: o pacote de Bolsas assistencialistas cujo rótulo real é Bolsa Voto.
Antes que os pelegos se manifestem é bom frisar que programas assistenciais têm seu valor, mas não podem ser perpetuados e precisam, obrigatoriamente, exigir e oferecer contrapartidas que conduzam seus beneficiários à inclusão produtiva, seja através de processos de capacitação profissional, seja através do incremento dos esforços pela educação massificada de qualidade ou por projetos de absorção da mão de obra de baixa qualificação. Qualquer que seja o caminho escolhido - e podem ser vários - o benefício precisa ter prazo finito, definido e nunca maior que um ano, ou será um forte incentivo à acomodação e à formação dos guetos políticos como se vê por todos os lados.
Ah! Dirão alguns iludidos pela propaganda e outros usufrutuários das benesses petistas, a gritaria é desconexa, não tem lideranças, não tem pauta definida, é um convite ao caos... Não é bem assim. A pauta está clara, estampada em todas as cores, apenas é muito extensa por serem quase inesgotáveis as fontes da revolta popular.
Tal qual ocorre aqui em Maricá, o Planalto também acreditava ser a Copa, o futebol, a festa nos estádios com a seleção canarinho, o anestésico suficiente para o país esquecer desmandos e escândalos. Aquela coisa da festa para calar a plebe ignorante... Afinal, com a mídia sob o controle financeiro das verbas oficiais de propaganda, quem poderia mobilizar as massas?
Pois é, esqueceram que o mundo atual gira mais rápido com a rede e que por ali circula uma informação livre, não controlada pelo jogo de poder dos políticos; negligenciaram o fato de que a web é frequentada por seres antenados, mais informados e à margem dos programas alienantes desse governo tão corrupto quanto corruptor e, o que é mais interessante, surpreenderam-se com a força e com o volume da voz das ruas. Aí, com a cobertura internacional de uma mídia fora do controle petista - e longe daquele nicho de notícias plantadas (ou seriam espaços  comprados? - não lhes foi possível evitar um quadro aterrorizador para quem se acostumou a mandar nas ruas e a manipular massas...
No mundo da fantasia petista não há inflação, a sua estatal petrolífera segue impoluta apesar das evidências de seu desmonte financeiro e das trapalhadas de sua pseudo gestão graciosa (a troça é intencional), as finanças estão sob controle (leia-se maquiagem), o país cresce sem parar (tal qual um rabo de cavalo..) e a popularidade do avatar molusco idem. Pena que a rua desminta tudo e que nenhum político, a começar pela antiga terrorista sequestradora assaltante, possa participar de eventos públicos sem receber estrondosas e longas vaias que exigem cuidadosas edições nos noticiários para desaparecer.
No mundo real, a verdade grita: O Rei está nu e a rainha também. É uma corte desnuda.
Pode ser que ainda demore, mas o fato é que a casa caiu e a sociedade cansou de ver suas instituições desrespeitadas por tanta gente desqualificada aboletada nos corredores palacianos.
O gigante acordou! Tomara que tão cedo não relaxe.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Má fé, incompetência, corrupção, miopia política...são muitas as razões para Maricá seguir na vanguarda do retrocesso. (parte 2)

Na primeira parte desta série encerramos com uma abordagem sobre o gigantesco hiato de comunicação que mantém a população maricaense distante das notícias envolvendo o município. Não pense o leitor que é mero fruto do acaso ou mesmo uma infeliz coincidência de circunstâncias que faz de Maricá uma cidade - como tantas outras em nosso país, a bem da verdade - desprovida de jornais diários, estações de rádio com real alcance municipal, televisão com geração local de notícia ou qualquer outra mídia de massa independente editorialmente. Longe disso. Essa lacuna é intencional - aqui e em todos os outras semelhantes - e tem por objetivo manter o povo o mais alienado possível; afinal quanto mais desligado da realidade mais facilmente conduzido aos currais políticos, não é? Claro que há exceções quando falamos de jornalismo independente e observamos as iniciativas inseridas na rede (web), mas não podemos classifica-las como sendo de massa, posto que a internet atinge somente uma fatia limitada da sociedade mesmo nos dias de hoje em que mais e mais essa mídia se populariza.
Isto dito, voltemos ao tema principal e às oportunidades continuadamente desperdiçadas e/ou ignoradas pela malta petista e sua turma.
Com a Copa das Confederações às portas e a proximidade de uma Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos, as possibilidades são quase intermináveis para atrair investimentos, atividades esportivas e culturais e para alavancar a infra estrutura do município. Ah! Alguém poderá citar o Tiro com Arco que trouxe um centro de treinamento para nossa cidade. É verdade. Uma ação positiva, ainda que léguas distante de trazer qualquer aporte financeiro que justifique regozijo e isso eu digo sem constrangimento algum por ser um praticante do esporte desde menino com vasto histórico em competições de elite; o arqueirismo é praticamente um desconhecido sem espaço na mídia e de baixa popularidade. Então...conta pouco, muito pouco.
O que nos move são as opções de grande apelo, aquelas que trazem grandes parcerias, atletas de ponta, formação em larga escala que direcionem crianças e jovens tanto na questão vocacional desportiva quanto no quesito cidadania, preparando-os para o futuro e para uma vida produtiva na sua fase adulta. Assim, com esse norte como paradigma temos, infelizmente, mais desperdícios anotados:
4.  A interrupção do programa da Vela - Lars Grael - que era algo promissor até pelo perfil de seus praticantes e pelos liames de sucesso que caracterizam o esporte, mas que não foi surpreendente de todo em razão das condições (a falta de) de baixo calado e assoreamento das lagoas. A isso somou-se a habitual letargia do poder municipal e cristalizou-se o fim de uma tênue esperança, que alguns alimentavam, de ver nascer em Maricá um ciclo náutico e uma futura implantação de um clube de iatismo, tradicional reduto aglutinador de grandes fortunas, turismo forte e desenvolvimento.
5.  A ausência absoluta de um planejamento sério, profundo e programado para ultrapassar a esfera das disputas políticas e ser, de fato, implementado sem interrupções para dotar o município de soluções sanitárias que universalizem o serviço de coleta e tratamento pleno de resíduos juntamente com o serviço de distribuição de água inserido no plano plurianual de investimentos. Proposta neste sentido, alicerçada nos recursos dos royalties advindos da extração de petróleo, foi apresentada no apagar das luzes da última legislatura municipal pelo ex-Vereador Claudio Ramos, mas as mesquinharias políticas interpuseram-se às reais necessidades de saúde pública e saneamento - impossível separar esse binômio - e sepultaram a solução ali apresentada... A lamentar o desperdício de recursos que, por serem finitos, seriam oportunamente direcionados para estabelecer um marco definitivo e raro em nosso país e, de quebra, dariam notável impulso positivo aos indicadores de saúde de Maricá que hoje são quase criminosos.
6.  Mantendo as mesmas referências que nortearam as observações grafadas na primeira parte, tais como a fartura territorial do município, a proximidade geográfica da cidade do Rio de Janeiro e os macro eventos que se avizinham, Maricá demonstra de forma inequívoca o quanto carece de políticos de boa cepa e de cidadãos proativos ao sequer discutir ou cogitar investir na construção de um complexo de treinamento - coisa simples de implantar, dois ou três campos, uma academia e alojamentos - voltado para o futebol a ser utilizado por alguma das seleções estrangeiras durante as duas Copas que terão sede no Rio de Janeiro, atraindo empresas de um setor milionário. Mais ainda, tais instalações ainda poderiam atrair equipes de alto rendimento do Atletismo a partir da construção de uma pista com os recursos disponíveis no Ministério dos Esportes para quem apresentar projetos nesse sentido. É até repetitivo ressaltar a importância disto para a formação de atletas e cidadãos vencedores, para atrair parceiros e, acima de tudo, para enriquecer o município, mas quem sabe assim, tratando-se à exaustão o tema, seja possível alcançar algum avanço...
Confesso que adoraria escrever em outras cores, descrever avanços inquestionáveis de nosso município, mas para minha doída tristeza faltam-me argumentos. Não importa o lado para o qual direcione o olhar, a paisagem é sempre desoladora. Ora é essa pseudo urbanização que espalha um asfalto de quinta categoria sem que haja o mínimo preparo do piso para recebe-lo - e aí a primeira chuva reabre buracos no chão de terra batida e carrega placas de betume para longe - que vem acompanhada daquele indefectível meio-fio de concreto pré-moldado largado à esmo aqui e ali, ora é o "plantio" de ridículas e mal-acabadas praças (?) onde o cimento é farto, o projeto é pobre e o verde ausente, tudo à guisa de reforçar a propaganda petista e espalhar placas vermelhas grafadas com suas notórias inverdades. Basta caminhar pelas ruas para perceber o caos que cinco minutos de chuva trazem. Basta sair de carro para entender que sinais combinados com uma profusão insólita de cones e guardas municipais sem qualquer treinamento ou preparo para suas funções (quais seriam, além da constante conversa ao telefone?) apenas trouxeram os engarrafamentos e "estacionamentos particulares". Curioso foi ver que os milionários sinais que volta e meia param de funcionar e algumas faixas de travessia pintadas no centro motivaram um conhecido parlamentar a afirmar que assistíamos à  "inclusão do pedestre na realidade da cidade..." Que tristeza! Que pobreza! Que miopia! Inclua-se a educação viária e urbana nas escolas desde a infância e teremos adultos ordeiros, educados no trânsito, com a cortesia e o respeito incutidos em motoristas e pedestres sem a necessidade de grandes intervenções ou adoção da política de arrecadação que começa a nascer com as multas aplicadas no atacado.
Ah!, mas tem show de aniversário da cidade na praça...tem Zeca Pagodinho tão bêbado quanto seus anfitriões oficiais...tem feijoada "boca livre" idem...tem barraquinha do diabo a quatro para todo lado infernizando o comerciante formal que investe...tem aquela atmosfera canhestra tão ao gosto desses políticos demagogos para quem interessa manter tudo como está: desinformação + mentira + cal nas ruas de vez em quando + contratos emergenciais = mundo maravilhoso da propaganda petista e suas promessas eternas.
Talvez por isso tenhamos tantas padarias por aí, o povo vive de sonhos... Por isso tantas novelas e tanta audiência, a fantasia é a realidade lulopetista... Por isso tantos partidos insípidos, inodoros, incolores, verdadeiras sopas de letrinhas, é a ilusão das esquerdas com seu pensamento distante do mundo moderno...

sábado, 18 de maio de 2013

Má fé, incompetência, corrupçāo, miopia política... sāo muitas as razōes para Maricá seguir na vanguarda do retrocesso. (parte 1)

A ditadura petista segue implacável com os destinos de Maricá e nos conduz sem desvios para um abismo absoluto no período mais favorável ao crescimento dos últimos vinte ou trinta anos.
Cidades costumam apresentar vocações, seja pelo seu perfil demográfico, suas características geográficas ou mesmo sua extensão territorial. No caso de Maricá, há mais sinais e até a mãe natureza volta e meia tenta dar um empurrãozinho para correção de rumos, mas nem assim a coisa anda...
Maricá é o maior município fluminense e, embora vivencie um acelerado processo de crescimento populacional, ainda pode usufruir das benesses de uma cidade pequena com seus cento e poucos mil habitantes. Pena que seu histórico político seja tão ruim e tenha se agravado exponencialmente desde a assunção da horda petista e seus aliados nos poderes municipais.
É extensa, quase interminável, a lista de equívocos e descaminhos dessa turma. O PT é um partido podre em sua origem, tendo crescido em meio ao que há de pior no mundo sindical e fomentado pelo anacronismo de seu ideário socialista leninista que se comprovou  universalmente - e se comprova repetidamente - tão ineficaz quanto perverso com o romantismo de suas proposições.
Isto dito - ainda que voltemos a abordar esse tema mais tarde - vamos por partes, como diria Jack.
Graças à sua proximidade com a capital fluminense e por dispor de uma rodovia de acesso relativamente boa, Maricá teria todas as condições exigidas para tornar-se a primeira alternativa aérea dos voos nacionais e internacionais tanto do Tom Jobim quanto do Santos Dumont, algo como Campinas é para São Paulo com o seu Aeroporto de Viracopos, visto que este dista cerca de 120 quilômetros de SP , enquanto Maricá encontra-se a pouco mais de 40 quilômetros do centro do Rio de Janeiro. O Aeroporto de Maricá pode ser ampliado, sua pista idem, outras podem ser construídas - afinal a cidade não sofre problemas com espaço e praticamente tudo está por fazer - e ainda há ali em pleno funcionamento uma das melhores e mais tradicionais escolas de aviação do país. O que faltaria para esse salto ser dado e oportunidades serem aproveitadas então? Vontade política, visão de futuro, compromisso com os interesses da cidade, decência, transparência de propósitos, planejamento, tudo enfim que não pode ser encontrado naqueles que dominam os destinos da cidade, pois dentre esses tais e seus apadrinhados sobram os adjetivos do título... Está aí uma vocação desperdiçada.
Pelas mesmas razões e, ainda mais, pela intensa e intermitente presença do sol em nossas terras, as vocações esportivas são absurdamente mais evidentes e a cidade poderia beneficiar-se infinitamente dos eventos mundiais que se aproximam e que são de pleno conhecimento de todos desde 2007. Tantas possibilidades...nenhuma ação, zero planejamento e milhões sendo despejados em atividades inúteis para o desenvolvimento da cidade, como no recente caso carnavalesco, outro escândalo patológico (trocadilho absolutamente intencional, por favor).
Somente para ilustrar com fatos e dados o que estamos falando:
1. Uma dragagem simples em Araçatiba e a cidade poderia ter a raia perfeita para o Remo Olímpico e o Caiaque, oferecendo-se como contraponto à poluição da Lagoa Rodrigo de Freitas e sendo igualmente bela;
2. Um Ginásio moderno, equipado e preparado para transmissões de televisão HD, construído para receber equipes de ponta de Volley, por exemplo, como foi nossa particular sugestão aos políticos da cidade quando o Rexona (hoje Unilever) de Bernardinho saía de Curitiba e vinha estabelecer-se no Rio de Janeiro. Na ocasião todos mostraram-se surdos, insensíveis a uma possibilidade concreta que já trazia patrocínios, investimentos, implantação de núcleos formadores (seriam mais de trinta) e uma notável exposição da cidade nas mídias nacional e internacional, uma vez que a oportunidade surgia antes da conquista olímpica do grande campeão. Pois é...Maricá a minutos do Centro de Excelência do Volley Brasileiro em Saquarema, podendo abrigar um projeto do maior vencedor do esporte no país e...nada. Houve até quem afirmasse - pasmem - que uma arrumada no ginásio do Esporte Clube Maricá era suficiente para conversar... Imaginem, homens que tratam de investimentos esportivos da ordem de 20, 30 milhões de reais/ano só com a equipe adulta de volley feminino avaliando aquilo... Sem comentários. Mais uma vocação desperdiçada.
3. O aumento acelerado e progressivo dos esportes radicais em todo o planeta, cada vez mais midiáticos, patrocinados e carreando milhões em investimentos e ainda, o que é melhor, repleto de brasileiros em destaque, seria igualmente uma dádiva sob medida para um município abençoado por Deus em sua prodigalidade de opções. São áreas fantásticas para trilhas de Bicicross e Mountain Bike que poderiam ser facilmente implementadas - e ainda auxiliariam na conservação e na preservação de natureza protegida de APACS que vêm sendo invadidas por uma desordenada e ilegal ocupação predial sob o olhar leniente do desgoverno maricaense - além de locações que parecem ter nascido para saltos (Voo em Parapente, Asa Delta, Veste, etc..), outras perfeitas para Windsurf, Skiboard/Ski aquático e Kitesurf, além, é claro, das áreas voltadas para as variações do Skate, desde os tradicionais Bowls (piscinas) de treinamento até os circuitos Street e as rampas de saltos. Com essa turma migram empreendedores, pequenos e médios industriais, patrocinadores e milhares de aficionados consumidores, mas os incompetentes nem sonham com isso... Melhor fazer feijoada na praça e dar milhões para outro município.
Na segunda parte da série, continuaremos a lista dos futuros desperdiçados e iremos aprofundar um pouco mais a análise dessa esquerda desconectada, corrupta, totalitária e mal-intencionada que entende a democracia apenas como um instrumento a ser utilizado em seu benefício para atingir o poder e que, uma vez lá, faz de tudo para negá-la, demoniza o capital no discurso para dele locupletar-se sob os panos da sua hipocrisia tão corrupta quanto corruptora e, de quebra, busca manietar, manipular e maquiar a informação em fluxo livre, vez que essa liberdade expõe sua inconsistência, revela sua inépcia administrativa e amplifica seus incontáveis desvios de conduta. Não por acaso Maricá segue nas trevas da comunicação.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Samba, forró, cachaça, cerveja e muita mentira - isca fácil...

Nem bem começou seu ameaçado mandato e o indefectível marreco lameiro dá início às açōes eleitoreiras extemporâneas com que pretende alavancar nova candidatura, desta feita rumo aos corredores brasilienses que imagina - e a crônica diária só corrobora - inexpugnáveis.
Depois de concluir sua mudança domiciliar e construir uma ridícula fortaleza que se opōe à propagandeada imagem de homem abraçado pelo povo, eis que agora apregoa ser um pescador e estar às vésperas de mudar-se para a restinga, morar em Zacarias e viver do que lhe trazem as iscas.
Ora! Isso já é exatamente o que tem feito há tempos, mesmo vivendo alhures e distante da imagem acima. Ou nāo tem sido à beira de bares, enxarcado na cachaça e na cerveja que todos acabamos por financiar direta e indiretamente, que suas mentiras tornam-se iscas para os eleitores sem qualquer sentido crítico ou pudor que lhe hipotecam apoio incondicional? De novidade, apenas o prometido CEP de falso pescador.
Assim, sempre movido a samba, forró, cachaça, cerveja, mentiras e discursos megalômanos - até ser contido pelos excessos de álcool e de seguranças - o marreco deu o segundo passo em direçāo a um sonhado reino encantado. Sim, segundo, porque o primeiro veio em forma de feijoada livre na praça e em comemoraçāo ao escandaloso patrocínio de um enrêdo fictício com que pretende emoldurar, via carnaval, seu nome e sua candidatura à Câmara Federal. Tudo fora da lei, tudo fora das regras eleitorais (se é que elas existem de fato) e esquecido de que os grilhōes da justiça lhe espreitam o amanhā.
Deve ser a certeza da impunidade, talvez a mesma certeza que alicerça os passos petistas de Brasília que fazem sigilosos os atos que deveriam ser publicamente vergonhosos, criminosos e de propósitos no mínimo duvidosos - trato aqui dos aportes milionários a Cuba e Angola, destinos frequentes do chefe da quadrilha vermelha - que grande parte da imprensa teima em relegar ao esquecimento.
Deve ser a garantia de que, sob o manto de uma parte servil de um poder supostamente independente, permanecerāo imobilizados os esforços daqueles que nāo se vendem e lutam por um cenário de probidade e transparência nessa apodrecida política nacional.
Só isso poderia explicar a desfaçatez com que prosseguem os atropelos às leis e ao bom senso, a leniência com os ataques ao erário, com o abandono da saúde e o descaso com a educaçāo que, somados ao caos sanitário que consome o município, desenham uma tela impossível de colorir de maravilhas mesmo para as mais criativas mentes carnavalescas, mas em se tratando de Brasil e de seus tresloucados ritmos, é certo que veremos mais um samba do crioulo doido.
É triste perceber que o flagelo da educaçāo revela-se cada vez mais o motor que move as engrenagens de um sistema político perverso, fisiologista e sempre corrompido em sua essência; um sistema em que dezenas de partidos - uma verdadeira sopa de letrinhas - subvertem a lógica das ideologias ao se declararem, todas, situadas à esquerda, mas praticarem o centrismo governista que lhes convém, pouco importando a voz da sociedade produtiva.
Talvez por isso seja tāo simples e tāo fácil a perpetuaçāo de pseudo políticos, populistas e demagogos dirigindo massas amorfas de uma sociedade iletrada, alienada, umbilical em seus desejos e satisfazendo-se com as pequenas iscas que lhes sāo atiradas como farelo jogado aos porcos...
Afinal, o forró foi animado, o samba varou a madrugada, a cerveja e a cachaça rolaram sem trégua e as "otoridades" estavam ali, "chegando junto" com a turma e amanhā, ora amanhā, amanhā haverá mais campanha, mais cerveja e mais um cascalho aqui e ali para os "cumpanheros"... Isca fácil.

quinta-feira, 14 de março de 2013

"...após transitado em julgado."

Dia 13 de março de 2013 às 13:39 horas, sai a condenação com o pedido de cassação e ineligibilidade do defenestrável (im)Prefeito de Maricá em sentença proferida pela Juíza Juliane Mósso Beyruth de Freitas Guimarães.

Talvez por essa notável e cabalística conjunção numérica refletida nas data e hora - 13/03/2013 13:39 - registradas na publicação seja possível algo de esperança e alento na projeção de um amanhã liberto do jugo petista que acorrenta a cidade.

A recorrência do treze, para muitos símbolo de fortuna e bom agouro e para outros sinal demoníaco, deixa-me a incômoda sensação da pulga atrás da orelha. 

Nas palavras da citação no mais puro "jurisdiquês" do título acima, residem minhas interrogações mais renitentes.

Em que dimensão temporal dar-se-á esse "transitado"? Quais e quantos atores políticos irão contracenar no "julgado"? Que esperar de um contexto em que probidade e retidão mostram-se tão escassas quanto a transparência das togas? Que esperar dessa notória e contumaz rotina de fazer balcão de negócios - escusos quase sempre - toda e qualquer possibilidade de novos rumos em decisões a tomar nesse universo político?

Na imensidão desta cidade onde o azul e o verde se espalham na paisagem que nos ilumina os olhos a cada passo, a presença agressiva desse vermelho anacrônico que tem sido imposto pela estrela do eterno preconceito com tudo aquilo que representa o moderno pensar, o eficiente fazer ou o livre expressar das discordâncias é mancha indesejada que a propaganda oficial quer fazer indelével. 

Manipulação de indicadores sociais, distorção de investimentos e resultados, maquiagem de projetos inexequíveis e até mesmo inexistentes, desvio de valores e de insumos, tudo é parte viva do arsenal pinochiano desses vanguardistas do atraso que tomaram de assalto nosso país e que pouco a pouco a história se encarregará de desmascarar sem piedade.

Aqui, em  nosso paraíso à beira-mar que desejamos ver tratado com a seriedade e a dignidade merecidas, o cidadão comum que trabalha com sua fé otimista no amanhã, mesmo enfrentando as adversidades proporcionadas pela malversação dos eleitos, se pergunta incrédulo:
Até quando deverei esperar que a verdade seja revelada, sem engôdos, nesse tal transitado em julgado?

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Ano Novo. Vida Nova?

          Mais um pouco e um novo ano tem início em nossas vidas... 
          O tempo tem corrido mais acelerado a cada ano; mal nos acostumamos com um e logo já estamos às portas de outro sem que nos apercebamos. 
          Esse 2012 que se esvai em seus últimos atos deixa algumas marcas profundas em nossa sociedade, mas será que podemos anunciar um novo tempo? Trará 2013 as mudanças que possam trazer, de fato, outros ventos, bons ventos, que nos levem a um porto seguro? Ops! Porto seguro é fato novo, mal explicado e talvez nem venha a ser explicado de verdade, visto tratar do intocável, daquele que tudo ignora, do grande traído, ícone da tradição do corno nordestino.
           É...a vida nem sempre é um mar de rosas... Á vezes é só o mar de Rose com suas águas tão turvas quanto os fatos que envolve o mito de papel que a ignorância nacional consagra impulsionada por essa imprensa cooptada, amordaçada pelas verbas publicitárias oficiais e pelos conluios que as mantém renovadas.
          O mensalão nunca existiu... Todos os fatos e dados levantados até hoje e que propiciaram ao país assistir ao maior julgamento político da história, tudo ilusão, tudo invencionice dos neoliberais e das elites inconformadas com o retumbante sucesso do mito e sua clone...
          Um otimista - e eu sou um otimista proativo - poderia pensar: vem aí uma cachoeira de coisas boas, depois que tantos ptelantras foram em cana! Ops, de novo! Cachoeira também não dá... Quer dizer, até daria se a corja política não fosse tão unida e tão inescrupulosa a ponto de arquivar todas as evidências encontradas ao longo das investigações, sem que um só nome fosse indiciado! 
          Pois é...agora vem a Copa do Mundo, um pouco mais e já há eleições majoritárias - ô festa! - e logo chegamos aos Jogos Olímpicos.  Mais festa,  sob os auspícios do nosso dinheiro, o dinheiro dos otários,  sem esquecer que esses jogos vêm atrelados a outro pleito, agora de âmbito regional. Quer dizer: o show não pode parar! Afinal é como se vivêssemos todos em uma grande Hollywood, um espetáculo de ilusão, magia e encantamento permanente!    
          Esse povo brasileiro que adora sonhos - acho que vou investir em uma rede de padarias... - e vota cada vez mais com o umbigo, não tem memória ou escrúpulos, adora uma favela - ops, desculpe nossa falha, comunidade - com suas informalidades (gatos de toda sorte) e desvios, troca a alma por uma birosca na porta do barraco, um tijolo ou um telha e acha normal que sua cachacinha seja mais barata que o leite das crianças. Afinal, o importante é o churrasquinho regado a cerveja e pagode/funk/samba patrocinados pelos candidatos boa gente! Depois, quando acabarem as bolsas do diabo a quatro que têm comprado votos e vidas, uma ONG aparece para dizer que são, coitados, desassistidos e vem fazer mais um trabalho social hipócrita que os mantenham na mesma lama.
          É...não sei se posso dizer "vida nova". Acho mesmo é que vamos seguir com mais do mesmo, só que agora com inflação bombando, mais mentiras oficiais, apagão mal explicado, mais impostos escorchantes, pouca água nas torneiras e novos, muitos novos escândalos petistas espalhados no ventilador sem que nada mude de fato ou haja algum movimento moralizador verdadeiramente sério.  
          Alguém já disse e eu vou repetir aqui: 
          Não basta a Lei da Ficha Limpa na política, é preciso existir o eleitor ficha limpa! De preferência com o voto facultativo, o financiamento de campanhas sendo vedado às empresas e restrito às pessoas físicas nos limites de suas declarações de renda e, para garantir um mínimo de seriedade, apuração eletrônica só com a contraprova em papel depositada em urnas e auditadas fora do alcance do governo. Aí, quem sabe, com um pouquinho mais de cuidado na educação de base e o abandono da infame política de cotas, a gente talvez possa vislumbrar um Novo Tempo amanhã.