terça-feira, 19 de maio de 2015

UM PAÍS DE JOELHOS ou A MAIORIA É IRRELEVANTE



Desde a publicação da Anistia, ampla geral e irrestrita, que permitiu o retôrno ao país daqueles terroristas auto-exilados que hoje dominam o poder, o Brasil assiste a uma lenta, gradual e permanente aplicação do decálogo de Antônio Gramsci para a implantação do regime comunista/socialista.

Há inúmeras evidências da veracidade da afirmativa acima, ainda que o método de sua aplicação tenha sido incrementado com os requintes de um gigantesco e majestoso esquema de financiamento a longo prazo dessas ações de manipulação ideológica da população.

As constantes alterações nas grades curriculares do ensino de base, os muitos "novos" critérios que se sucederam nas orientações publicadas pelos gestores do sistema de ensino, a modificação sistemática e criminosa de conteúdo nos livros de geografia e história que vêm sendo impostos até mesmo aos Colégios Militares e outras tantas evidências da corrupção ideológica da educação só reafirmam o uso daquele decálogo como método.

Não bastasse essa corrosão na educação, há ainda a plena cooptação da quase totalidade dos meios de comunicação através das faraônicas verbas publicitárias oficiais; nunca se viu um país, de regime teoricamente democrático, utilizar tanta propaganda quanto se vê acontecer no Brasil, onde quase 70% das receitas de publicidade da esmagadora maioria dos veículos de comunicação - rádio, TV, jornal, revista - em todo o país advém de contratos do governo! Falta muito pouco para vermos imagens gigantescas do apedeuta mitificado ou de seu poste fraudulento espalhadas pelas cidades..., na verdade é só o que falta, porque de resto há um profundo choque entre o mundo real e o conto do sonho colorido descrito nas peças da propaganda petista/governamental.

Diante de tudo isso, o ensurdecedor silêncio institucional. Um Judiciário de togas vermelhas - volto a afirmar - que se soma a um Executivo totalitário, corrupto e tão inepto quanto inapto para seu papel constitucional e um Legislativo que mais parece um bordel, tamanha a semelhança de suas atividades rotineiras com a prostituição, formam um cenário desolador de indigência política, leniência administrativa e amoralidade cultural que contamina a sociedade e destrói sua estrutura de valores, família e costumes.

Isso é Gramsci em estado puro e ninguém se mexe...

A corrosão aumenta em escala geométrica, espalha-se de forma viral, freqüenta todos os núcleos de poder, de ensino e de comunicação em uma gigantesca lavagem cerebral de um país majoritariamente iletrado e amorfo, sem que haja reação ou indignação consistentes.

O país só é proativo, unido, uníssono, nas trivialidades, nas catarses etílicas de Momo ou nas hipnóticas daquele nobre esporte bretão em que já fomos referência de qualidade e que hoje somos pilhéria.

Invertem-se os valores, as referências morais, os exemplos de conduta: a execução legítima de um traficante de drogas por um país soberano gera uma inacreditável decretação de "luto oficial" por três dias, mas o brutal assassinato de um cidadão, ao perder-se no trãnsito e trafegar na rua de uma "comunidade" da segunda maior cidade da república, pelos traficantes que dominam a área e desafiam a polícia (que polícia?) não gera qualquer reação das pseudo-autoridades! Pior, a imprensa noticia em pequeno rodapé de jornal e nem sequer repercute o fato, simplesmente vira a página e faz saber que pretendem eternizar aquele traficante fuzilado com um busto na zona sul do Rio de Janeiro.

O que faltará depois disso? Já houve um filme em que se buscou mitificar aquela "metarmofose ambulante", o mentiroso compulsivo alérgico a trabalho. Já se atropelou o vernáculo e a gramática portuguesa para satisfazer um capricho ignorante de uma terrorista igualmente mentirosa e arrogante. 

Abrem-se as fronteiras aos terroristas do mundo islâmico sem que lhes seja exigido qualquer visto, a imprensa cala e o parlamento silencia. Entram no país os soldados da Farc e seus comandantes vêm ministrar cursos de guerrilha aos "soldados" do MST sob o beneplácito do governo e por êle financiado. Também silêncio. 

Condecora-se o chefe desses trainees de terroristas com a maior comenda da República e assim transformam-na em nada, em lixo histórico, sem qualquer reação significativa da sociedade formal brasileira;  nem mesmo as Forças Armadas se manifestam ou fazem cumprir as letras da Constituição exigindo o cancelamento da honraria ilegítima, da mesma forma que até hoje não exigiram a devolução da medalha àqueles agraciados que tiveram a condenação transitada em julgado no mensalão.

Vê-se um ministro de estado (as minúsculas são propositais, não somos hoje um Estado maiúsculo) manter conversas privadas em gabinete com advogados de acusados da Operação Lava-Jato e não há reações, não há críticas.

Outro ministro, igualmente minúsculo até em seu currículo, depois de eximir-se da obrigação ética e moral de declarar-se impedido no julgamento do mensalão, escandalosamente transfere-se para compor o quorum que anularia as prisões daqueles empreiteiros que, assinando o acôrdo de delação premiada, encontravam-se às vésperas de revelar as estruturas do esquema e os nomes dos comandantes que todos sabem quem são, mas falta dizer clara e abertamente junto às provas fartas que lhes apontam o dedo. Será que agora em prisão domiciliar e  recebendo visitas sem testemunhas permanecerá a mesma disposição de falar?

Assiste-se a indicação de mais um ministro para o STF cujo histórico de engajamento político e ideológico arrepia até os mais condescendentes juristas e, percebe-se, mais uma vez a classe (ou seria claque?) política revela sua coluna vertebral macia e demonstra sua disposição de dobrar-se às vontades do palácio, embora ensaiando certa resistência no propósito explícito de crescer a tabela de prêços...

A parcela lúcida da sociedade bate panelas - até aí somos fracos e imitamos outra cultura.. - e sai às ruas para protestar, mas deixa-se esvaziar, perde-se na falta unidade na voz da crítica, carece de liderança reconhecida e vê seu gigantismo apequenar-se pela timidez da oposição no fórum político. Tic-Tac, Tic-Tac o tempo passa e a pizza exala seu orégano... enquanto a indignação fica pelos bares, nas praias, nas filas de banco e la nave va.

Até quando seguiremos assim? Somos mesmo a Banânia?

Será possível que mais de noventa milhões que negaram seu voto à quadrilha aboletada no planalto sejam isso, sejam apenas a maioria irrelevante?

Será que repetiremos a história e, tal como no período nazista ou na atual hipocrisia do cenário de anti-semitismo descarado que condena a única democracia do Oriente Médio e assiste inerte ao terrorismo e aos crimes do Islam, apenas porque (diz-se) a maioria islâmica é pacífica e (sabe-se) a maioria do povo alemão também o era? Em ambos os casos a história mostrou que a maioria foi irrelevante...

Aqui também? Será que o brasileiro é isso, irrelevante? Acomodado, iletrado, alienado, amoral e absolutamente irrelevante? 

domingo, 15 de março de 2015

QUANDO AS TOGAS FICAM VERMELHAS

O Brasil de hoje está em temperatura de ebulição. Não, não estamos falando de clima, apesar de tórrido, mas de um outro clima, este ainda mais causticante: o das ruas, das redes sociais, dos meios de comunicação que ainda resistem fora da folha de pagamento do status quo brasiliensis. Falamos do sócio-político-econômico, o que nos afeta diretamente no bolso, nas oportunidades de trabalho, nas liberdades individuais, na educação, na segurança, na saúde, no transporte, na qualidade de vida, nos valores morais e, sobretudo, nesse sentimento difuso que é o de ser brasileiro e sentir-se bem com esta condição de cidadania.

Após o país ter assistido, impotente, ao mais descarado, mais eivado de ilegalidades e mais infame dos processos eleitorais da história, eis que do inesgotável estoque de mentiras que compõe o DNA petista e contamina seus aliados, surgem as verdades que destoam das cores falsas com que o marketing político dessa corja aboletada no poder pinta seu país imaginário, esse paraíso terrestre tão invisível quanto inexistente. Assim, tudo aquilo que fora atribuído à perversidade da oposição torna-se imperiosa necessidade e justifica-se, não com um mea culpa, que isso inexiste na cartilha vermelha, mas com outra mentira: o recrudescimento de uma delirante crise internacional que afeta exclusivamente nosso país... 

Contra fatos não há argumentos. Fatos e dados são o que, em síntese, podem produzir os retratos fiéis da realidade. Fora disso resta a retórica anacrônica da esquerda caviar cubano-bolivariana que segue capitaneando o mais escandaloso esbulho de cofres da história das repúblicas; resta a audácia de zombar da capacidade alheia de compreender as reais motivações das ações de quem jamais desejou nada diferente daquilo que os levou às prisões ou à fuga do país; resta a raiva do período militar que hoje tentam rotular de ditadura e que agora, instalados nos quatro cantos do poder graças à uma anistia ampla, geral e irrestrita, querem  anular as verdades unilateralmente para reescrever a história com mentiras; resta o medo de ver a exposição de sua nudez, sob o risco iminente de nova prisão, com o acúmulo de provas irrefutáveis de sua eterna vocação para o crime.

Os fatos remetem ao aparelhamento do Estado, remetem à montagem de um detalhado processo de corrupção com vistas à perpetuação no poder e ao enriquecimento da cumpanherada. 
Os fatos dão conta de uma rede capilar extensa abrangendo os três poderes, grandes empreiteiras e a quase totalidade da grande mídia. Os fatos, apenas pelo que já aflorou, por si só já justificariam a cassação do diploma presidencial, de acordo com a Lei 9.504 de 30 de Setembro de 1997 que dispõe sobre eleições e diz no Parágrafo II do Artigo 30-A:  "Comprovados captação ou gastos ilícitos de recursos para fins eleitorais, será negado diploma ao candidato, ou cassado se já tiver sido outorgado". Precisa desenhar ou já deu para entender?   
Os fatos apontam para existência de uma excrescência manipulando as ações de uma penca de partidos, todos alinhados com a foice e o martelo que tanto seduz a quadrilha de lesa-pátrias que nos vêm tungando há treze anos, mas a mídia, majoritariamente a soldo, ignora a existência do Fôro de São Paulo e nada publica a respeito. 
A Constituição em vigor, no Capítulo V, Dos Partidos Políticos, Artigo 17, Ítem II cita explicitamente a "Proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros, ou de subordinação a estes".  Ainda, no Parágrafo 4:  "É vedada a utilização, pelos partidos políticos, de organização paramilitar".  
Fôssemos um país institucionalmente sério e não só o PT, mas todos aqueles partidos signatários do Fôro já estariam extintos pela justiça; ocorre entretanto que nossas togas são vermelhas, há o pleno aparelhamento do judiciário e, ali, o viés ideológico sobrepõe-se às letras da lei. Em nome do partido que para a quadrilha que o comanda é o próprio Estado a seu serviço, tudo se faz permitido; no desvio da função, no rol da corrupção moral e institucional como forma de permanência no poder, os meios se justificam pouco importa que os fins sejam mera propaganda sem qualquer vínculo com a verdade. 
Fôssemos, de fato, um país relevante e coerente com sua dimensão, há muito já teríamos desnudado o pseudo mito que comanda a quadrilha e enquadrado seu poste e tantos outros terroristas, mas a farsa atingiu tal dimensão que a blindagem é enorme e será preciso muito verde, muito azul e muito branco para que as togas retornem à ausência de cor...  

domingo, 8 de fevereiro de 2015

NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESTE PAÍS...

Embora poucas semanas tenham passado desde o final de um ano que a rigor nem aconteceu e estejamos todos à beira de um ataque de nervos ao receber a segunda dose do mesmo veneno que nos vem asfixiando há doze anos com o mesmo princípio ativo - só que agora na versão genérica - a atmosfera já se mostra mais pútrida, fétida e contaminada do que nunca.

Antes mesmo que a fraquíssima memória nacional pudesse apagar os vestígios da mais infame campanha eleitoral de nossa história, a quase totalidade do discurso difamatório e ameaçador das intenções atribuídas à oposição surge sem pudores nos atos do governo e dá o tom exato das mentiras contumazes que compõem o DNA petista. 

Pouco importa a justeza ou necessidade de uma ou outra medida quando a questão é ética, é moral, é fundamentalmente de carácter, artigos extintos no almoxarifado oficial. Um olhar, ainda que sutil e sem preconceitos, nas nomeações publicadas causa ânsias de vômito; nem o mais esforçado dos idiotas seria capaz de cometer tantas sandices, de fazer piores escolhas ou de pintar com tintas mais sombrias as trevas que emergem dos currículos dos ungidos. As duas ou - vá lá - três exceções do pacote deverão sumir no mar de incompetência, improbidade e fisiologismo que as cercam. Há pouco ou nenhum espaço para mérito ou lucidez naquele séquito de Ali Baba...

Os quase oitenta milhões de eleitores que negaram a continuidade à quadrilha vermelha, devem sentir um certo alívio hoje; apesar das evidências de fraude do viciado processo eleitoral e da suspeitíssima conduta de seu condutor - aquele togado titulado por notória caneta em lugar de notório saber - sacramentarem a vitória da calúnia sobre a virtude, saber que não há como Pirro negar sua própria herança é delicioso.

Infelizmente a maior parte da população brasileira não consegue perceber as diferenças ideológicas que monopolizaram a disputa e não possui capacidades elementares para discernir o que seja o corolário comunista que se quer impor ao país com essa organização criminosa disfarçada de partido que ocupa o Palácio do Planalto. Falta informação livre e disseminada para a sociedade brasileira como um todo entender que ser de direita, ser um liberal, é ser a favor da economia de mercado, de liberdades civis, da democracia constitucional e do respeito ao direito à propriedade; são poucos os que têm consciência de que o pensamento conservador defende os mesmos princípios, a mesmíssima política, mas apenas o faz em nome de uma tradição judaico-cristã que pouco ou nada significa para os liberais de modo geral.

Assim, terminado o efeito da anestesia ministrada pela máquina da propaganda governamental nas semanas de vale-tudo - aquele período em que "êles não sabem do que somos capazes", quando "a gente faz o diabo para ganhar as eleições" - e chegada a hora de retornar às rotinas da realidade, a choldra se dá conta de que o garrote apertou e o lado mais áspero está no seu pescoço..., mas nem pode mugir muito porque já viu que a vaca está com tosse...

Claro que a conta será paga, majoritariamente, pela verdadeira classe média, aquela que trabalha cinco meses por ano para o governo e seus impostos sem retorno, sem chance alguma de mudar o cenário de caos. Claro, também, que esta será ainda mais amarga para aqueles que se acreditaram em nova classe social pela criativa e irresponsável ótica das estatísticas oficiais. Ah! A propaganda! Maravilhoso seria viver naquele mundo colorido em que tudo é perfeito, funciona e nos ampara... Pena que, após desligada a maquininha de sonhos e ilusões que a nossa televisão representa, a vida seja tão outra! Este é o preço da ignorância, o tributo da alienação que corrói um povo que vota com o umbigo.

Mais de década da pelegada no poder e o país está praticamente falido, parado no tempo, refém de seus próprios problemas e plantando novos com suas tresloucadas políticas recheadas de uma ideologia podre, caduca e comprovadamente ineficaz. Sem contar o que já veio à tona em forma de denúncias e escândalos, estamos diante da falência múltipla das instituições, da infra-estrutura, da economia, dos valores morais, da educação e da família. Só mesmo nossa dimensão continental evita o rótulo de mera republiqueta latino-americana, ainda que os últimos atos de nossa diplomacia envergonhe até as mais tradicionais destas. Não fôssemos mais de duzentos milhões e já teríamos perdido em definitivo nossa pálida soberania, mas o respeito internacional, ah!, esse já se foi há tempos...

Resta saber se poderemos dizer, em algum momento no futuro, que queremos mudar nosso destino e passar de "nunca antes na história deste país..." para um decidido NUNCA MAIS NESTE PAÍS e mostrar ao mundo quem somos de fato.


quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

"2014, O ANO QUE NÃO HOUVE" OU "QUANDO AS CARAPUÇAS VESTEM À PERFEIÇÃO"

Há muitos meses, em oito de Janeiro exatamente, publicávamos uma pergunta sobre o novo ano que ali iniciava: Feliz 2015?

Longe da pretensão de pitonisa, o que se vislumbrava era o transcurso de um ano atribulado, marcado pela ausência de investimentos, pelo definhar da indústria e por diversos outros paralelepípedos sociais, políticos e econômicos. O tempo encarregou-se de confirmar o temor e 2014 tornou-se o ano que não houve. Carnaval insosso, uma super-faturada Copa do Mundo para esquecer sob qualquer prisma que seja, um sórdido período de campanha política cujos maiores destaques foram uma suspeitíssima morte do político indesejado pela situação e o festival de ignonímias, baixarias, mentiras e atropelos da lei que jamais foi visto na história das democracias livres.

Agora que se aproxima 2015, começam a assombrar os novos escândalos que ainda não se descortinaram por completo e já ameaçam somar-se a outros ainda mais enérgicos (muito trocadilho, por favor) que borbulham na mídia teimosa e desafiadoramente investigativa que tanto revolta o reino enlameado.

Nesse contexto, surgem as mais interessantes pérolas do farto, do interminável, anedotário político nacional que até seria de alta comicidade não fora tão gigantesca tragédia. 

Nos bastidores apodrecidos da ópera bufa petista em seu quarto ato, mesclam-se atitudes do mais puro e genuíno (sim, trocadilho de novo) autoritarismo que tão bem caracteriza as esquerdas com outras em total oposição e que apenas revelam o tamanho das mentiras acusatórias atribuídas ao adversário recém esbulhado na enorme fraude eletrônica das urnas viciadas na origem. Um espetáculo promovido pelas  personalidades ciclotímicas desse (des)governo e por seu séquito de anões morais que constitui sua base par(a)lamentar. 

Assim, surgem as primeiras indicações de Ali Babá para seus quase quarenta ladrões titulados que pretendem dirigir os eternos punguistas infiltrados por todos os níveis da administração federal. Se os primeiros nomes ventilados em nada despertam nem parcas esperanças de alteração do quadro desolador que corrói nosso futuro, a surpresa será vê-los alcançar o próximo Dezembro, posto que o castelo de cartas já treme sob as brisas e dificilmente resistirá às fortes ventanias ou aos tornados que apontam logo ali no horizonte.

Como consciência e carácter são valores em extinção na classe política, o ambiente carregado de luzes que o conhecimento proporciona provoca seguidos atos falhos na corja amedrontada; olhares atentos podem perceber um quê de mea culpa a permear esse tíbio legislativo. 

Bastou uma declaração forte do mais vitorioso vencido, para a imediata assunção do que nem de leve fora afirmado; da frase "Na verdade, eu não perdi a eleição para um partido político. Eu perdi a eleição para uma organização criminosa que se instalou no seio de algumas empresas brasileiras patrocinadas por esse grupo político que aí está." saiu a cristalina revolta do presidente daquele partido instalado no ventre da culpa: "Já estamos interpelando o senador mineiro derrotado. Em seguida, processo crime no STF. O PT não leva recado para casa..." 

De tão apequenados por sua falência moral, de tão acovardados pelas evidências de corrupção endêmica e pela iminente debacle coletiva, atropelam-se em descaminhos e põem-se em serviços de prata falsa à espera da condenação. Mera questão de tempo, seu suporte contratado pela ideologia togada prepara-se para distender entendimentos, mudar roupagem e preservar as peles, sob os auspícios dos códigos legais que garantirão sua "traição" à causa. Se há algo imutável na natureza humana é sua capacidade de auto preservar-se diante das ameaças e não será diferente com aqueles deuses que humildemente se disfarçam de juízes...

Sua cada dia mais frágil base de apoio revela-se um tanto hesitante - como que mimetizando aqueles ratos que abandonam navios em naufrágio - e já ensaia uma certa distância aqui e ali dos predicados e ações exigidos pelo comando; o casco faz água e os baldes rareiam. São poucos os que oferecem a pele ao escalpo na linha de frente da defesa do que mais e mais se mostra indefensável. 

Lá em cima, no alto da montanha em que se refugia em absoluta mudez o outrora verborrágico errante, o infalível ser supremo que nada sabe, nada vê, mas a tudo oferece sua eterna verdade fictícia, as nuvens da pusilanimidade estão carregadas e prontas para desaguar no estertor de sua visível covardia. 

Se antes o que se via era um ano natimorto, o que se prenuncia agora é um período de profunda mudança, um ano de rupturas, reconstruções, soerguimento de valores esquecidos e vilipendiados, mas que somente será realidade com a manutenção e com o crescimento gradativo dessa indignação, com o aumento do tom na oratória oposicionista, com apoio irrestrito às forças da moralidade representadas pela parte livre da imprensa e pela solidez da Polícia Federal que ombreia um Ministério Público a cavaleiro da sordidez grassante do planalto central em respeito a sua vocação constitucional e, acima de tudo, com a constante mobilização da sociedade através das redes sociais, essa força incontrolável que atemoriza os falsos profetas e dissemina verdades.

Diante de uma oposição fortalecida pelo nascimento de uma nova força de oratória sustentada por mais de meio Brasil que não para de expressar sua tardia indignação, o status quo se esfarela e demonstra com clareza que a carapuça lhe serve à perfeição.




quarta-feira, 5 de novembro de 2014

O DIA SEGUINTE... COMEÇAM OS ÚLTIMOS CAPÍTULOS

Encerrada a gigantesca fraude eleitoral que carimbou os passaportes dos brasileiros para a sua longa agonia final rumo à ditadura comunista há tanto sonhada e planejada pelos expoentes da whiskerda caviar, a metade do país que negou seu voto à continuidade deste processo começa a contabilizar o tamanho da ameaça que nos paira sobre as cabeças e, também, a receber a adesão de boa parte dos que não foram às urnas, mas que tampouco estão de acordo com o que está acontecendo.

Fraude? Perguntarão alguns, mas não foi um pleito dentro da "normalidade" das incríveis urnas eletrônicas?

Bem, citando o Professor e Filósofo Olavo de Carvalho, não há absolutamente nada que possa ser considerado normal no processo eleitoral de 2014, a começar pela presença ilegal de partidos que, contrariando frontalmente o disposto na Lei dos Partidos Políticos, Art.28, alínea II - que diz taxativamente que "será cassado o registro de qualquer partido que se comprove subordinado a uma organização estrangeira" - apresentaram candidaturas e  fizeram eleger representantes, incluída aí a criatura acéfala (des)governante.

O PT, segundo está propagandeado no seu III Congresso, reconhece o Foro de São Paulo como a "coordenação estratégica da esquerda latino-americana". Ora, ao reconhecer e colocar em prática as decisões das assembléias gerais do Foro, o partido reconhece sua subordinação a um plano internacional que jamais foi discutido ou aprovado pelo nosso parlamento. Reunindo mais de uma centena de partidos de esquerda na América Latina e associado a várias organizações criminosas ligadas ao narcotráfico e à indústria de seqüestros como as FARC e o MIR, o Foro de São Paulo, fundado em 1990 por Lula e Fidel Castro, é uma ameaça real à democracia no Brasil e já tem sua marca de destruição bem visível em vários de nossos vizinhos continentais.

A rigor, respeitadas a leis vigentes - o que nem sempre costuma ocorrer por aqui ultimamente - do país, não apenas o PT, mas também o PSB (sim, Marina é membro do Foro), o PDT; o PCdoB, o PCB e o PPL teriam que ser impugnados por serem seus signatários. Ah!, se você estranhou a ausência de PSOL, PSTU e PCO, eles seguem a linha Trotskista do atraso e o Foro é Stalinista no anacronismo ideológico amplamente segmentado da doença chamada "esquerdopatia estupidificante brasiliensis". Pois é, comunistas e socialistas são tão minimalistas em sua sustentação política que rola esse preciosismo retórico: há, ainda, maoístas, leninistas, albaneses... Como diria meu irmão João Guilherme, "essa gente é mesmo bizantina"...

Prosseguindo, tivemos uma estranhíssima contagem de votos sob sigilo, interrompida por cerca de três horas a pretexto de aguardar o Acre, comandada pelo intrépido advogado sem mestrado, obra publicada ou currículo - será que servir ao partido e ser o rábula do oráculo petista é suficiente? - que lhe atribua notório saber e que, mesmo reprovado repetidamente em concurso para mero juiz estadual, foi ungido ministro do STF e veio presidir o TSE nesta nova fraude, ops!, neste pleito. Sua atuação fez ser violada a mais elementar das evidências de lisura de qualquer processo: a transparência. Não por acaso, após a interrupção da apuração, o recomeço coincidiu com uma inversão absoluta das tendências apresentadas desde o início e que, àquela altura, já apontavam ampla vitória da oposição com quase 70% dos votos válidos. Sem qualquer interesse de plantar teorias de conspiração, o fato é que coincidências insistem em nublar os passos dessa turma com tamanha assiduidade que tornam hercúlea a tarefa de acreditar em sua inocência...

Esse governo que permanece em seu mister de desconstrução da democracia em prol de uma natimorta ditadura do proletariado, proposta falida em todas as tentativas registradas na história universal, prepara-se para enfrentar pencas de processos contra seus integrantes e acólitos - muitos já em prisão domiciliar por progressão de pena concedida graças à mão amiga dos magistrados filiados - e, ainda, os julgamentos de tudo aquilo que vem sendo denunciado nas delações premiadas acordadas no caso da Petrobras e outras mais que já são esperadas. 

Há muita sujeira sob os tapetes do planalto, há indícios e há profusão de provas apresentadas; há insatisfação nos novos quadros da Polícia Federal que tentam manietar e amordaçar, há um congresso onde não têm mais a maioria e onde o principal aliado de primeira hora dá sinais de que não pretende seguir dócil em seu papel coadjuvante, há um clamor crescente nas mídias espontâneas - a tal que querem calar com um "controle social da mídia", disfarce semântico para a velha censura - que se junta à voz das ruas de um país que chega ao fim de 2014 claramente dividido e maioritariamente avesso às pretensões petistas.

Antes que alguém questione o "majoritariamente", é bom lembrar que mais de 30 milhões do eleitorado não votou em ninguém! Dito isto, que não venham atribuir a esta massa nenhuma premissa que não a de repulsa ao sistema vigente, ainda que tenham optado pelo silêncio nas urnas. Aqui não cabe a contabilidade ímpar adotada nas estatísticas de desemprego em que ficam fora dos números todos os desempregados que recebem auxílio-desemprego, os do bolsa-família, os que não buscam emprego e quem mais quiserem deixar de fora da conta; não, no caso dos que não votaram a mensagem é direta e, no mínimo, recusam-se a usar um "direito" que é compulsório, posto que se direito de fato fora jamais poderia ser obrigatório...

Essa nossa divisão, entretanto, está longe de ser aquilo que buscam rotular nas verves oficiais, a tal cisão dos ricos do sul e sudeste contra os pobres do norte e nordeste, já que isso simplesmente não existe fora da propaganda vermelha e a prova inequívoca disto foi a surra aplicada por São Paulo, maior colégio eleitoral do país e capital informal do nordeste pela esmagadora presença de seus filhos em seu território. A divisão se configura pelas diferenças culturais, pela formação educacional, pelo acesso à informação que é negado àqueles que vivem nos rincões dominados pelo poder petista e abandonados à própria sorte, a divisão se cristaliza no abismo interposto entre os dois mundos por seculares políticas de exclusão em prol de projetos pessoais, familiares e partidários de permanência no poder sob as tetas fartas da viúva leniente.

O Brasil assistirá, a partir de agora - e nem será necessário aguardar protocolos de recondução que terão lugar em primeiro de janeiro de 2015 - a movimentos cada vez maiores de insatisfação da sociedade brasileira que produz e sustenta nossa economia, assistirá ao ingresso de mais e mais petições nas diversas instâncias da justiça a questionar atos do executivo, verá crescer a voz das ruas cujo volume aumentará a cada novo escândalo que surgir - e eles não param - e ainda terá que lidar com a bomba-relógio em que se transformou a herança deste mesmo executivo, esta sim uma herança maldita.

O país inteiro mostrará que abriga um povo cujas raízes rejeitam atavicamente os princípios comunistas e socialistas, reafirmará que seu desejo verdadeiro é o espelho do pensamento liberal; é conservador, é a favor das liberdades individuais e da propriedade privada, da obediência às leis e aos contratos, é claramente a favor das democracias constitucionais e frontalmente contrário à supressão desses valores que  vêm sendo subtraídos de sua vida sutil e gradativamente nos últimos doze anos.

A história tem suas particularidades e, talvez, sua principal beleza seja o fato de se repetir inexoravelmente. Neste sentido, a tentativa de transformar o Brasil em nação comunista/socialista terminará seguindo o mesmo destino de todas as outras experiências conhecidas: o lixo, a falência, a resistência. O radicalismo dos atuais mandatários do poder e seu nítido desrespeito a quase todos os valores caros aos brasileiros será seu cadafalso, por seus próprios atos, mandos e desmandos verá ruir seu castelo de areia, seu paraíso irreal sustentado única e exclusivamente na propaganda de seus marqueteiros pela exploração da pobreza e da ignorância que fingem combater.

O último capítulo está sendo escrito por nós e selará a lápide dos ideais tortos dessa quadrilha cujas cores inexistem em nossa bandeira.


Nota: O texto gravado segundo as normas tradicionais da língua portuguesa é intencional e representa minha rejeição à boçal tentativa de impor um acordo ortográfico recusado por todos os países lusófonos.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

ORDEM E PROGRESSO SE ALCANÇA COM HONRA E MÉRITO

Terminado o primeiro turno das eleições, a parcela mais produtiva da sociedade brasileira, aquela dos indivíduos economicamente ativos que de fato contribuem para que o país cresça, sinalizou claramente seu desejo de novos rumos.
À exceção daquelas localidades em que a baixa escolaridade e a baixa atividade econômica revelam forte dependência do assistencialismo do atual bolsa-voto, ops.. bolsa-família, o país rechaçou essa marcha rumo ao comunismo e ao alinhamento com os ditames do Fôro de São Paulo que balisam as decisões dêsse (des)govêrno petista. 
Embora ninguém possua bola de cristal para afirmar a derrota como favas contadas, é a cada dia mais transparente o fim de uma era trágica para a história de nossa república. Fica bem evidente que a hegemonia petista agoniza e que cada vez mais os mercados e o brasileiro esclarecido não aceitam isso que tem sido imposto ao país como ideologia.  
Não fossem os fatores estranhos que se interpõem entre um  processo  "democrático" suspeitíssimo que se ampara em urnas eletrônicas vulneráveis e sem a possibilidade da contraprova - e aqui é bom frisar que tratamos de evidências inequívocas de fraude, uso e abuso da máquina estatal, uso de verbas públicas (como o caso dos Correios) em benefício da candidatura oficial e outros desvios morais - e o resultado já poderia ser cravado hoje sem susto.
Após mais de uma década propagandeando um corolário de mentiras interminável, a começar pela história fictícia de seus principais personagens que se auto afirmam defensores da democracia, quando de fato agiram como terroristas na tentativa de implantar no país um regime comunista à imagem e semelhança de Cuba, eis que o partido da bandeira vermelha se vê diante do julgamento que os fatos impõem e não percebe que seu castelo ruiu, não se dá conta do quanto seu rei está nu...  
As reações desmedidas e raivosas diante dos fatos que insistem em pulular aos olhos de todos só reforçam a tese de que, como sempre ocorreu ao longo da história da civilização, regimes populistas e paternalistas não logram manter sua capa de apêlo social sem revelar pouco a pouco seu forte viés totalitarista, autoritário e cerceador das liberdades individuais; afinal, como seria possível seguir enganando a todos por todo tempo sem controlar a informação? O mundo moderno é movido pela informação e esta, ao fluir em livre modo, dissipa lendas, derruba castelos de areia, expõe a nudez dos ineptos diante da sociedade e faz enxergar a verdade incômoda atrás do sonho colorido que lhe é vendido diariamente. 
Não por acaso essa corja vermelha tenta aprovar um certo "contrôle social da mídia", uma excrescência semântica que na prática representa a mais abjeta das censuras: a censura da informação, do conhecimento dos fatos, para que a estes se sobreponham as versões tão ao gosto das ditaduras... 
Pelas mesmíssimas razões e com os mais execráveis propósitos também, essa quadrilha cubano-bolivarianista fez chegar a um cooptado congresso o infame Decreto Nº8.243 em que busca aprovar a anulação deste próprio congresso e a usurpação da carta constitucioinal pela criação de "conselhos populares", uma cortina de fumaça para a definitiva mudança de regime rumo ao comunismo; espêlho dos "soviets", a suposta inclusão popular através desses organismos de consulta é na verdade seu total alijamento e a imposição das vontades do regime sobre as individualidades e a privação da liberdade. O mais distraído dos olhares reconhece a falência do modêlo em todas as suas tentativas históricas. O que surpreende é ver que ainda há quem se iluda e creia em contos de fadas...
Agora, passados cerca de dez dias do primeiro impacto criado pelos resultados do primeiro turno das eleições, o candidato da razão, aquele que manteve seu rumo inalterado desde seu primeiro passo, desde seu primeiro discurso e sempre em harmonia com suas ações, demonstra um poder de catarse sem precedentes e aglutina um sentimento de repulsa nacional cada vez mais forte ao presente status quo 
Imediatamente ombreado pelos herdeiros do capital político daquela liderança cuja vida foi ceifada por um ainda inexplicado acidente aéreo - mais uma morte misteriosa na conta petista - que quase lhe rouba a cena, sua candidatura mostra robustez, consistência e coerência de tal monta, que a adesão daquele ente da floresta tornou-se irrelevante; seu eleitorado já havia migrado à primeira hora e a decisão foi mera sobrevivência política.  
Na verdade seu tardio pronunciamento, se compreendido à luz das reticências anteriores, revela o mal estar ideológico tão indisfarçável quanto insuperável e  sua identificação com o viés político daquela inquilina é clara (ela é a melancia: verde por fora e vermelha por dentro), mas admiti-lo seria  um caminho sem volta e representaria o fim de qualquer pretensão futura.
Assim, o cenário que se descortina para o próximo dia 26 é um alento para um Brasil que pulsa, que vibra com a possibilidade concreta de rever seu futuro e de projetar um sólido retôrno aos trilhos da moralidade perdida, aos parâmetros da ética, da meritocracia e, por que não dizer, da verdadeira democracia. Ver o país inteiro acordar para os riscos de aprofundar ainda mais o amplo retrocesso assinado pelas hordas petistas aboletadas em todos os níveis da administração estatal é revigorante.  
A assunção de um político de formação superior e pensamento liberal, a volta a um ideário comum a todos os países desenvolvidos e de crescimento consolidado pelo respeito a normas, contratos e acordos de livre comércio nos remete ao futuro pela observância atenta dos êrros e acêrtos do passado.  
Sonhar com um país menos desigual não por fôrça de programas ou iniciativas assistencialistas escravizantes, mas por conta de melhores e maiores investimentos em educação de qualidade nas escolas fundamental e secundária, pela aplicação contínua e planejada de recursos em saneamento básico como porta de entrada da saúde e na estruturação desta no âmbito público; imaginar um caminho virtuoso que abandone a amarga discriminação das cotas raciais, encerre essa falsa e perversa dualidade do "nós contra êles" que pretende dividir nossa gente e retome a justiça do merecimento e da necessidade através de compromissos e contrapartidas, nos leva a acreditar no amanhã com o ordem e progresso de nossa bandeira finalmente posto em prática porque foi esta a nossa escolha!









         
         


sexta-feira, 3 de outubro de 2014

POLÍTICA ESMOLER + POVO ACOMODADO = VOTO UMBILICAL


Chegamos uma vez mais às portas das eleições que definem um matrimônio coletivo de quatro anos. Dependendo do ângulo de visão, pode-se dizer que é uma condenação, não casamento.

Conseqüência de uma legislação eleitoral que nem de longe visa o eleitor, assistimos ontem ao último debate entre os candidatos à presidência, infelizmente dentro de um modelo que alija o confronto direto de propostas e revela cenas teatrais constrangedoras. Mesmo assim algumas lições podem ser extraídas da pantomina, visto que ainda há resquícios de objetividade e preparo passíveis de vislumbre em meio àquela tibieza de conteúdo da maioria. Senão vejamos:

A candidata inquilina do palácio do planalto regogiza-se de manter cinquenta e seis milhões de brasileiros no programa assistencialista bolsa-família como se isso fosse excelente, quando na verdade apenas revela seu incentivo à preguiça e à acomodação - dinheiro vicia... - ao distribuir esmolas sem a exigência de contrapartidas, sem oferecer portas de saída ou plantar perspectivas de liberdade dessa dependência perversa cujo trôco é o voto. Suas respostas raramente contemplam as perguntas que lhe foram endereçadas ou smplesmente o faz com mentiras deslavadas e desmascaradas publicamente por fatos e dados. As bravatas que profere a guiza de promover-se são peças de ficção da propaganda petista, o mundo encantado dos alienados úteis e inúteis.
Dos nanicos ali presentes nem vale a tinta tecer juízo de valor; são a confirmação das piadas prontas...

A outra vermelha, hoje sob a capa maltrapilha de ente da floresta, prosseguiu espremendo sua voz roufenha e idéias de igual teor de tal forma que se viu destroçada até mesmo pela Anta, a quem municiou com perguntas de encomenda, justificando plenamente sua alma ainda vinculada à estrela.

É de todo pouco crível que o brasileiro comum que sulanca no insipiente transporte público que lhe é oferecido tenha permanecido à frente dos televisores no horário estúpido adotado por uma rede que é incapaz de modificar sua grade em benefício dos cidadãos, exceto quando se trata de futebol, o ópio do alheiamento das massas. Dito isto, é de questionar o que leva nosso povo a declarar-se maciçamente insatisfeito com os políticos, classificando-os com justiça de corruptos e despreparados em sua maioria, mas esquizofrenicamente segue defendendo o aumento do Estado como forma de solucionar seus problemas. Caso sério de tratamento, ou apenas a revelação cristalina da ignorância atávica do brasileiro que por natureza, pela essência de suas heranças históricas culturais, sonha com as soluções que lhes venham trazidas por um messias, não pelas mudanças coletivas de  atitudes ou pelos esforços individuais na construção de um novo comportamento na sociedade. No fundo trata-se de um enorme, gigantesco, comodismo revestido daquela falta de comprometimento tão tîpica nos incompetentes quanto comum nos tutelados, que preferem seguir com o ruim que lhes rouba o futuro  e é atribuído ao outro, a participar êle próprio da solução correta, assumindo os riscos ali contidos e comprometendo-se com o trabalho que isso demanda.

Reside aí a resistência às propostas equilibradas, coerentes com uma visão moderna de um mundo cada vez mais competitivo e despidas de ideologias populistas tão anacrônicas quanto comprovadamente falidas ao longo da história da civilização. Talvez por isso tudo tenhamos que olhar com preocupação para o resultado que sairá das urnas deste pleito, não bastassem a baixa confiabilidade destas e o escandaloso uso da máquina administrativa governamental em flagrante e imoral desrespeito à Constituição e às normas eleitorais.

O candidato oposicionista - aquele que desde sempre esteve em lado de antonimia ideológica, legal e administrativa em relação a esses que tomaram de assalto o país e o querem transformar em republiqueta marxista, bolivariana ou cubana alinhada com os ditames do infame fôro de são paulo (as minúsculas são propositais) - luta quixotesca e bravamente para fazer-se compreender e incutir nessa massa disforme socialmente seus conceitos de seriedade, meritocracia e olhar cívico para o amanhã do nosso país. Enfrenta com isso as forças de defesa do status quo, as ações a soldo de uma militância cega e o crescente contingente dos prisioneiros desse criminoso cartório esmoler que há mais de uma década rouba-lhes as esperanças.

O Brasil está diante da pior de suas inúmeras encruzilhadas: vê crescer sob seus olhos aquela mesma ameaça que no passado exigiu expulsar e que a nobreza de um perdão altruísta característico dos vencedores permitiu regressar à sua sociedade e agora destila o rancor dos derrotados na tentativa de subverter as verdades e re-escrever a história. Prosseguir refém dessa trajetória canhestra, assistir a mais quatro anos - e conviver com a possibilidade de ainda mais - de assalto e desconstrução de nossas já enfraquecidas instituições, é praticamente dar adeus ao futuro e condenar nossos filhos e netos ao mais sorrateiro, mais usurpador, mais totalitário, mais decrépito regime que se tem notícia e sabê-los impotentes diante desse falso paraíso do qual não lhes será permitido escapar...

Acorda Brasil! A urna, amanhã, é sua última arma! 


Nota: O texto gravado segundo as normas tradicionais da língua portuguesa é intencional e representa minha rejeição à boçal tentativa de impor um acôrdo ortográfico recusado por todos os países lusófonos.