domingo, 1 de dezembro de 2013

PINÓQUIO ERA UM RELES AMADOR...

Há poucos dias, um informe publicitário (eufemismo político-jornalístico para anúncio, propaganda, reclame, etc..) de página inteira no maior jornal do país - O Globo, 27/11, Caderno Especial/Desafios do Rio - chamou-me a atenção pela extemporaneidade, pelo inusitado conteúdo e, mais que tudo, pela origem. 
 
Não que se possa considerar surpresa uma obra de ficção advinda das mentes inventivas petistas, ou que seja novo o grasnar inverossímel do execrável alcaide maricaense. 
Pelo contrário.

Já são tantos e tão ricos em detalhes os episódios de prestigitação política da quadrilha petista e seus baluartes, que quase nada mais nos surpreende, mas que o crescimento dessa compulsão irrefreável pela mentira torna-se uma questão patológica - com trocadilho, sim, por favor - é inegável.
 
Criada provavelmente para ser a "piece de resistance", a cereja do bolo na celebração de sua vitória de pirro (ou seria melhor chamar de compra?) no PED, a publicidade foi de fazer corar a cara de pau de Pinóquio.
 
Vá lá que as fábulas petistas são bem conhecidas; vá lá que o açodamento do comando vermelho para fazer crer que o país só existe depois deles e blá, blá, blá, seja tão lugar comum que nem desperte mais nossa atenção; vá lá, ainda, que seja público e notório que a propaganda petista cria um país inexistente na vida real, um paraíso somente negado pelas "zelites" usurpadoras. Tudo isso é sabido e até tolerado de tão ridículo, mas desta vez a coisa foi de amargar, pois nem mesmo houve uma preocupação de elaborar minimamente as fantasias publicadas. 
 
Foi descaradamente acintosa a seleção dos contos de vigário ali elencados sem qualquer cuidado que pudesse ao menos sugerir algum viés de realidade na coisa. Tudo agravado pela construção de textos pseudo-explicativos absolutamente vazios. Um absurdo conto do sonho colorido,  embora sem imagens, que nem de longe sugerem algo visível no município. Até mesmo o natimorto "resort" dos tempos de Ricardo Queiroz - aquele do trem da alegria à Espanha - foi resgatado do nada!
 
Às vezes me pergunto se não haverá limites para essa turma... 
 
Sim, porque em uma cidade que assiste diariamente ao festival de calamidades de um hospital municipal que mais parece um curtume de quinta categoria ou um matadouro ilegal, não é crível um projeto de VLT atravessando sua área metropolitana e sendo estendido até Niterói.  Isso é bem mais que delírio.

Em uma cidade que já invadiu e favelizou um leito de ferrovia, devaneia-se a implantação do bonde desde o Flamengo até a rua 13. Seria fabuloso se factível em um  município que carece de tudo, rigorosamente tudo, que possa caracterizar uma cidade em evolução. Isso é tão irresponsável que beira a insanidade!
 
O que dizer, então, da questão sanitária? Valões, favelização acelerada, asfalto eleitoreiro que não resiste às primeiras gotas de chuva - e o verão nem chegou ainda.. - e intensa desordem urbana a contribuir para o crescente assoreamento e comprometimento do complexo lagunar, aumentando exponencialmente os riscos de endemia. 
 
Está aberta a temporada de dengue!

Começa a farra dos carros-pipa! 
 
Que beleza! O devaneio do marreco fala em uma cidade deslumbrante repleta de obras e intervenções de primeiro mundo enquanto nossa mundana vidinha esbarra com lixo às portas, assaltos, inéditos mendigos pelas praças fedorentas, ruas alagadas pela  irresponsável impermeabilização do solo sem a contrapartida de uma rede de coleta e tratamento de esgoto e de distribuição de água, apesar de dormir nas gavetas da Câmara um projeto sério para viabilizar a universalização desses serviços no município.
 
Ah! Quase me escapava a fantástica fábrica do transporte público municipal, criada com a frota de veículos vermelhos, sem um planejamento visível, sem rotas determinadas, início, meio ou fim detalhado, mas ruidosamente trombeteada como panacéia da mobilidade.

Imagino que a conta de combustíveis servidos no postinho dos companheiros vá engordar muuuuito! Será que agora funcionará aquele entreposto fantasma criado às margens da rodovia? Façam suas apostas!

Impressionado? Calma, há mais fantasias. Há o espetacular transporte aquaviário. É possível antever as embarcações atoladas nas lagoas ou enroscadas nas algas provenientes do despejo constante de esgoto in natura nos espelhos e cursos d'água. Ou será que virão "overcrafts" importados dos EUA ou da Inglaterra? (está aí uma idéia para um próximo especial da turma do funil...)
 
Sinceramente, fico desolado com a situação de Pinóquio. Pobre Gepeto... Diante da voracidade com que a politicalha vermelha ataca os cofres públicos, mente, nega, sonega, acoberta, mitifica bandidos e desmoraliza a justiça, Pinóquio hoje não passa de um reles amador...

domingo, 17 de novembro de 2013

FALTA O CHEFE...

A atitude séria, absolutamente legalista e avessa a qualquer tipo de filigrana jurídica que pudesse postergar ainda mais o andamento dos procedimentos da Suprema Corte, destacou novamente Joaquim Barbosa como símbolo ímpar de uma república que parece esfacelar-se sob a égide do mais corrupto dos partidos políticos da história brasileira.
 
Pode parecer pouco, mas trazer sob a justeza das leis um julgamento repleto de artifícios políticos e de pareceres eivados de ideologias de alguns pares cujos compromissos pessoais aparentam sobrepujar os códigos, é fato raro de imensa magnitude.
 
Joaquim Barbosa logrou alcançar, até agora, o que nos parecia impossível: conduzir pelo trilho do respeito às letras da lei e ao seu espírito a maioria de seus colegas de corte, a despeito dos esforços daqueles cujas cores já são mais que indisfarçáveis.
 
Fazia tempo, demasiado tempo, que a República Federativa do Brasil - ainda não consigo engolir esse nome... meu Brasil era menos vagabundo com sua identidade anterior, mesmo com todos os problemas de então - não comemorava a sua Proclamação com algum motivo de orgulho.
 
Ao menos desta feita foi bom ver bandidos - não há como usar outra denominação para essa turma - sendo encaminhados para a prisão, mesmo com seus colarinhos artificialmente brancos e ainda que contando com mais uma penca de expedientes capazes de livrá-los das grades mais breve do que mereceriam.
 
Bem que esse movimento de exceção capitaneado pelo nosso Batman poderia inspirar outras esferas menores do sistema judiciário a agir mais, digamos, republicanamente e conduzir outras personagens igualmente corruptas de conhecidos municípios para as mesmas celas, pois fatos, fotos, depoimentos e agravantes não faltam. O que falta é seriedade e celeridade no trato das inúmeras denúncias, dos mais impensáveis descalabros com a coisa pública e das notórias opções pelo abjeto, pelo descaso com a vida e pelo fisiologismo descarado das quadrilhas petistas e seus aliados.
 
Quem sabe agora, quando tantas vozes se erguem em defesa da ética e da dignidade tão bem representadas pelo único Presidente verdadeiramente respeitado e admirado nesse país, seja possível replicar mais figuras como Joaquim Barbosa e acreditar ser viável construir um outro Brasil? Talvez até mesmo fazendo dele Presidente do próprio país após afastar-se da Suprema Corte, porque não?
 
É evidente que há muita estrada a percorrer até que seja possível enxergar um Brasil mais protegido contra outros Dirceus,  Genoínos, Valérios, Lulas, Rosemarys ou Quaquás, mas o futuro é construído por ações contínuas, atitudes retas e compromisso permanente com ética, transparência e responsabilidade.
 
Cabe a nós, sociedade produtiva, ser o elemento transformador, ser aglutinador dos movimentos de modificação desse "status quo" através do exemplo que se impõe como formador de opinião em um país quase que totalmente tomado pela indigência cultural tão ao gosto dessa pelegada que aí está nos assaltando diuturnamente.
 
Cabe a nós, eleitores pensantes, aqueles que se distanciam do umbigo ao aproximar-se das urnas, impor uma nova forma de ser à essa massa disforme cujo despreparo nos tem condenado a uma dolorosa espiral de atrasos de toda ordem, a começar pela educação e pela saúde.
 
Exigir direitos, rejeitar as tutelas invasivas e discriminatórias como são as diversas cotas em detrimento dos méritos ou a obrigatoriedade do voto sob o disfarce de direito pleno, são um bom começo.
 
Abarrotar as redes sociais, as caixas postais eletrônicas, as conversas de botequim e as ruas com o nosso grito por decência, por vergonha na cara daqueles que prometeram nos representar, por transparência absoluta dos atos dos três poderes também renderá bons resultados, pois nada amedronta mais o ser político que a voz da sociedade quando expressa em alto som.
 
Desperta Brasil!
 
Falta prender o chefe!
 
 
 

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

MEXA-SE E MUDE TUDO!

Fala-se muito em processos e movimentos de gentrificação ultimamente. Jornais e revistas têm publicado matérias e artigos os mais diversos sobre o tema e aprofundado a questão, sobretudo a partir das grandes obras viárias em andamento no Rio de Janeiro.
 
São tantas as linhas dedicadas a isso que até mesmo o Marreco Etílico, ainda que por linhas tortas e pena alheia, arranhou o tema ao fazer - sim, o termo é este mesmo, fazer - publicar uma pequena coluna um tanto extemporânea no jornal O Globo abordando a questão pelo viés inequívoco do populismo petista disfarçado na pele da inclusão.
 
Causou-me espécie ver o texto ao energúmeno atribuído, posto que, não bastasse sabê-lo regularmente alcoolizado e desconectado das realidades como sóe acontecer no mundo maravilhoso dos petistas e afins, somava-se ali uma diretiva sutil sobre segurança social e outros quesitos que remetem aos Índices de Desenvolvimento Humano - IDH - que são tão invisíveis na maior parte dos municípios  quanto inverossímeis nas propagandas oficiais da estrela vermelha.
 
Qual seria o verdadeiro propósito daquela inserção? Sim, porque é impossível crer que tal tenha ocorrido sem uma agenda política ali embutida, seja em proveito próprio ou abrindo espaços para a consorte candidata no futuro.
 
Mais surpreendente ainda se torna a coisa quando traçamos um paralelo com o quadro geopolítico e social do nosso município e constatamos uma desenfreada onda de gentrificação nos últimos dez anos, quando Maricá mais que dobrou sua população e viu crescer a quantidade de invasões em áreas protegidas, os atropelamentos na ocupação do solo com múltiplas divisões de terreno em áreas há muito definidas como unifamiliares, o surgimento de "comunidades" por todos os lados - com suas imundas e indefectíveis biroscas a três por quatro - trazendo com elas todos os vícios e desvios da ordem pública que elas carregam, sem contar a desvalorização patrimonial daqueles cidadãos pagadores de impostos ou as consequências sanitárias desse crescimento.
 
Qual seria então a agenda? O que depreender de um artigo em que seu pseudo autor aponta direções e caminhos que nem de longe são adotados em sua corrupta gestão?

A que propósito serviriam aquelas palavras quando Maricá se deteriora física, financeira, moral e socialmente sob a ditadura petista?
 
Para qualquer lado que se olhe vê-se a favelização, a desordem urbana forrada do asfalto frio eleitoreiro que as chuvas do verão logo transformará em lama e buracos.

O inchaço funcional, bastante visível pela miríade de inúteis e despreparados guardas municipais pelas vias centrais - e ali somente - a fomentar engarrafamentos e a proibir o estacionamento de veículos sem oferecer opções outras que não aquelas que rendem lucros aos amigos, é só a ponta do iceberg.

Há mais, muito mais, desvios e desmandos que apenas uns poucos interessados e investigativos jornalistas percebem, mas que a grande maioria da população desconhece. Uma leitura ligeira dos Diários Oficiais de Maricá e suas intrincadas publicações e retificações revela bastante do que escrevo, mas com os indigentes índices de alfabetização conhecidos é difícil crer em entendimento sem um gigantesco esforço de comunicação de massas que não apenas inexiste como seria prontamente cerceado assim que iniciado...
 
Ah! Dirão alguns bem intencionados inocentes. 
O povo já percebe sim. Veja as manifestações nas ruas!

É, eu também senti assim em um primeiro instante, quando aquela erupção espontânea surpreendeu essa turma de velhos terroristas ora encastelada no poder. 

Também acreditei em uma reviravolta ética naqueles breves segundos da história, mas logo os militantes abrigados nas saias do planalto - aqueles inúteis que aparelham organismos, ministérios, sindicatos e outros movimentos alimentados por verbas públicas - que infiltravam-se para desqualificar o legítimo e desviar objetivos corretos, me trouxeram de volta para a realidade: Está tudo dominado!
 
O Executivo manda e tutela cada passo da sociedade, o Legislativo barganha um pouco e acata o jabá que lhe é oferecido, enquanto o Judiciário fala grosso com ladrões de galinha e contribuintes em geral, mas afina, pia manso e manipula os códigos diante dos desejos daquele em troca de benesses pessoais. Uma gigantesca ópera bufa cujo final é trágico como sempre, só que agora em versão cubana...
 
Engana-se quem imagina este articulista em avançado estado de pessimismo. Longe disso.

Trata-se apenas da emissão de alertas; trata-se de tentar, humilde e tenazmente, jogar luzes fortes nesse imenso conjunto de sombras, mentiras e descaradas manobras políticas, nessa constante manipulação das notícias e outros artifícios com que essa corja corrupta logra iludir, manietar e submeter um povo na maioria despreparado.

Soluções? Passam todas pela informação, pela transparência. Passam todas pela adoção de uma educação de qualidade desde a base e gerida sempre pelos critérios da meritocracia. Passam todas ao largo do populismo dessa esquerda caviar que tece loas a Fidel e sua ilha cloaca, mas prefere viver com a sua liberdade assegurada por aqui mesmo, de preferência mamando em alguma teta oficial...
 
Quer mudar o quadro? Quer outro cenário? Volte para as ruas e grite. Exija a implantação do voto facultativo já. Lute pelo desmonte dos feudos que são essas ditas "comunidades", lute pelo respeito à cidadania que as tutelas negam. Constranja essa politicalha que aí está e faça valer a força das multidões onde residem os justos, não os canalhas como querem fazer parecer.

Se uma só Fiat Elba derrubou um presidente, porquê não cairiam Lulas, Dilmas, Dirceus e Sarneys depois de tanta roubalheira na refinaria mal comprada,  na concessão tornada partilha pela ganância de um pré-sal ainda inacessível, na Vale desmontada por interesses políticos, nos X Eikes de barro, na Petrobrás esfarelada, na supertele mal explicada, nos dólares em meias, malas e cuecas, no caixa dois vazando, com urnas viciadas e supremos aparelhados?
 
Acredite. Só mesmo o silêncio da maioria inerte os mantém. A massa dependente, aquela sob os arreios das bolsas-voto, vota com o umbigo, é fato, mas move-se ao sabor da grande mídia e esta, mesmo largamente cooptada, sabe que não pode ignorar quem lê, compra, produz e paga impostos.
 
Quando a classe média se levanta e grita, tudo pode mudar e está na hora de gritar: FORA PT !
 
Está na hora de rasgar essa agenda política de conchavos, cartas marcadas e alianças espúrias entre partidos podres, pois a conta será sempre entregue a nós contribuintes.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

O VELHO DO RESTELO E O BOTOX...


 A síndrome da invencibilidade, esse traço enviesado do apedeuta petista que se  transferiu para aquela sua invenção que mora no Planalto e para o próprio partido como um todo, fez com que a pseudo administradora, tão falsamente enérgica quanto incompetente, afirmasse ser a oposição brasileira a imagem do Velho do Restelo, como se nossa revolta com os descaminhos dessa turma fosse mesmo uma coisa de pessimistas, de reacionários míopes que não enxergam a grandeza do novo.
 
 Novo? O que pode haver de novo em um pensamento estacionado há séculos e que jamais se mostrou eficaz ou verdadeiro?
 
Fica claro que essa imagem retirada da obra de Luís de Camões passa ao largo da verve intelectual dessa fraude empossada que sempre se mostrou tão obtusa quanto seu criador, ainda que ligeiramente melhor preparada academicamente. Certamente a citação é fruto de seus marqueteiros "dirceuguiados"...
 
 Pois não é que, poucos dias após a declaração empedernida pela auto suficiência ébria do poder, o Velho do Restelo veio às ruas e mostrou uma cara lisa, jovem, lúcida e veementemente atuante, tão distante do pessimismo quanto avesso à mesmice dessa política corrompida e corruptora que se instalou no país pelas mãos do petismo e o aparelhamento pleno do estado com os arautos do inapto ranço sindicalista?!..

 Pois é... Está escrito no Livro Sagrado: "Temei a ira dos mansos." Quem mais manso que o povo brasileiro? Quem mais acomodado que o Brasil da real classe media, aquela eterna pagadora dos delírios governamentais, das contas milionárias dessa estúpida máquina política do país? Até que o copo transbordou e o gigante adormecido resolveu levantar.

 Nem vou aqui discutir as manipulações oriundas deste ou daquele grupo infiltrado nas massas. É irrelevante, pois a manifestação engordou, criou agendas próprias e dissociadas daquela contaminada e já segue ideais muito mais republicanos do que se poderia imaginar. A ficha caiu por excesso de abuso, por excesso de confiança na modorra permanente e o pouco pudor da tunga diária que nos impõem esses falsos representantes do povo. Sim, falsos, porquanto nada mais distante do povo que os milionários políticos; nada mais "zelite" que os novos ricos petistas, a começar pelo molusco que se tornou bilionário em oito anos - fez igualmente bilionário seu filho catador de bosta ao mudar a lei favorecendo a Oi - ou sua preposta que lhe segue os passos e conselhos!

 Ora, escrevem os remunerados da mídia cooptada, trata-se de um movimento dismorfe, acéfalo e que não aponta caminhos, apenas reivindica generalidades sem receita!

 Então vamos pontuar, um por um, cada ingrediente da receita de seriedade para criar um país de primeiro mundo, reduzir as possibilidades de desvio de conduta dos representantes das câmaras e senado e do executivo, além de pavimentar as ações de crescimento sustentável estabilizado e permanente. Nada complicado ou de difícil entendimento, apenas regras simples, objetivas e de fácil aplicação, embora muito provavelmente venham causar fortes reações alérgicas na atual classe política, principalmente no exército lulista e seus dependentes bolsistas... Vamos a eles:

1.  O Voto é facultativo - direito é exercido por opção, nunca por obrigação; obrigação não é direito, é tutela. Não há Voto em Branco. Votos são Válidos ou Nulos e têm comprovante físico (papel) para o Eleitor para efeito de verificação/recontagem.

 2.  Usufrutuários de Bolsas sociais - todas curiosamente sem contrapartidas ou portas de saída para inserção na cadeia produtiva - não votam; há claro conflito de interesses.

 3.  Candidatos precisam, obrigatoriamente, ter formação adequada ao cargo a que concorrem. Por exemplo, a legisladores municipais, estaduais ou federais é exigido conhecimento legal (Direito) e a Prefeitos e Governadores conhecimento administrativo (Administração).

 4.  Vetada a possibilidade de promover o financiamento público de campanha. Os fundos de campanha são fruto de doações da sociedade através das Pessoas Físicas e em conformidade com suas declarações de renda, sendo vedada a contribuição de Pessoas Jurídicas sob qualquer pretexto.

 5.  Cargos eletivos limitam-se a dois mandatos, são remunerados como funcionários públicos (níveis de DAS) e respondem particularmente como tal por todas as suas despesas pessoais de residência, transporte, vestuário e alimentação, contribuem para o INSS, usufruem do sistema público de saúde como qualquer mortal assim como também para o FGTS, contando seu período de contribuição para sua aposentadoria da mesma forma que os outros trabalhadores, com isonomia de seus direitos e deveres.

 6.  Aos ex ocupantes de cargos públicos eletivos é vedada a participação direta ou indireta em
empresas, associações, consórcios ou qualquer outra organização que mantenha contratos de serviços ou participe de licitações em qualquer dos níveis de governo por igual período de seus mandatos encerrados.

 7.  É vedada a todos os níveis de governo - municipal, estadual ou federal - a aplicação de recursos em publicidade de qualquer sorte de seus atos ou dos atos de seus ministérios, secretarias e demais órgãos de sua estrutura. Governos não fazem propaganda de si próprios ou de seus atos, mas sim atuam e cumprem suas prerrogativas constitucionais.

 8.  A independência dos poderes é para ser respeitada sem exceções, assim como sua relação harmônica e sem ingerências.

 9.  Auditoria permanente e independente em todos os níveis de governo, assim como o acompanhamento da evolução patrimonial dos ocupantes de cargos eletivos e seus familiares.

 10.  Extinção de toda e qualquer forma de indexação da economia. Valores são expressos na moeda corrente nacional e apresentam relação percentual com o objeto da taxação.

 11.  Municípios só podem ser criados quando a economia local provê arrecadação suficiente para a manutenção de sua estrutura, sendo vedados os repasses da União para sua subsistência. Retornam à condição original aqueles que não demonstrem independência financeira.

 12.  A Lei de Responsabilidade Fiscal é cláusula pétrea da administração pública em todos os níveis.

 13.  Partidos políticos representam ideologias claramente definidas e sustentam-se através das contribuições voluntárias que arrecadam, sendo extinto o repasse de fundos da União a título de Fundo Partidário como hoje praticado. Inexistem os horários políticos obrigatórios nas redes locais ou nacionais de comunicação; campanhas realizam-se no âmbito interno dos partidos, em eventos por estes promovidos e por estes financiados através das contribuições percebidas conforme dispõe o item 4.

 14.  Ocupantes de cargos eletivos  gozam de imunidade restrita à tribuna de sua câmara de atuação, respondendo por seus atos fora desta específica circunscrição, sem foro privilegiado, como qualquer cidadão.

 15.  Os poderes constituídos existem para defender os direitos do cidadão, não os interesses do Estado contra o cidadão. A Polícia é unificada e atua em consonância com o Ministério Público em suas investigações.

 16.  Instalações e serviços públicos precisam ser modelo de qualidade e excelência sob todos os aspectos. É incoerente exigir da sociedade aquilo que não lhe é ofertado. Impostos de primeiro mundo, serviços idem.

Há mais, muito mais, a acrescentar, mas é possível interromper, por ora, a listinha de ingredientes, visto que já se alcança aqui uma boa receita de país sério e com possibilidade de progressos institucionais, sociais, econômicos e, por que não dizer, políticos.

 Afinal, só com as novas regrinhas políticas já seria verossímil imaginar uma outra cepa de postulantes aos mandatos.

 Sonho? Talvez, mas o mundo civilizado nos oferece suficientes exemplos em que esses nossos devaneios primeiro mundistas coexistem com êxito e onde a sociedade usufrui de liberdades individuais, direitos, deveres e valores em sua plenitude e sem tutelas ou patrulhamentos ideológicos.









sábado, 21 de setembro de 2013

O PT VAI ACABAR COM O BRASIL...FALTA POUCO.

      Só não enxerga quem não quer ou quem não pode - por interesse próprio - contrariar as versões oficiais da ilha da fantasia brasiliense. 
      Não bastassem a incompetência habitual dos petistas e seus militantes sindicalistas feitos ministros, secretários, diretores e demais boquinhas; não fosse suficiente termos uma anta presidente manipulada por um molusco bêbado e boçal; pudéssemos ignorar todos os exemplos de má-administração em todos os níveis - municipais, estaduais e federais - e instâncias, cai-nos agora sobre a cabeça a mais ampla, escrachada, debochada, corrupta, indigna e inacreditável afronta: o descarado aparelhamento da mais alta corte do país a serviço dos interesses político-ideológicos de uma turma que passou os últimos trinta anos sonhando fazer do Brasil uma enorme Cuba, desde, é claro, que estivessem eles no comando da ditadura que diziam combater outrora.
      A aceitação dos embargos infringentes por esse vergonhoso Supremo - exceção feita àqueles que se recusaram a vender sua alma - faz o país ultrapassar uma embaraçante linha ética que o mundo julgava impossível acontecer mesmo nos rasos padrões dessa esquerda cada vez mais na vanguarda do retrocesso.
      Fica na sociedade não partícipe da farra dos falsos programas de inclusão social e, por isso mesmo, capaz de ler, compreender textos e raciocinar lucidamente, a sensação de que já não há mais barreiras de qualquer sorte para essa turma de bandidos - mascarados, togados, empossados e apaniguados - e a certeza de que nada poderá tirá-los do castelo em que se aquartelaram para saquear cofres, instituições e valores morais sem um mínimo de vergonha.
      Reina desde então - ainda que para este humilde articulista seja desde sempre, desde o tempo em que se diziam revolucionários, mas não passavam de reles terroristas - esse vazio moral, essa grande geleia de valores distorcidos que se confirma a cada instante no agressivo e  permanente patrulhamento político, na invasiva tutela do cidadão, na imposição das cotas discriminantes pela própria essência , no atropelamento impiedoso da Constituição como se já fora nosso país uma dessas republiquetas bolivarianas e no mais amplo e irrestrito desprezo pelas liberdades individuais que se tem notícia.
      Na verdade falta pouco, muito pouco, para assistirmos às invasões daquelas redações que a eles não se submetem - e já são tão poucas as que resistem... - e ao revanchismo que advirá da conclusão dos "trabalhos" dessa infame Comissão da Verdade que faz de tudo menos caminhar pelos fatos históricos, preferindo impor suas próprias versões a permitir qualquer luz sobre suas participações naqueles.
      Assim, mais uma vez, perde o Brasil  décadas preciosas para desenvolver-se ao optar pela heterodoxia dos "iluminados" petistas em lugar do caminho seguro que lhes foi entregue.
      Com isso, volta o país a conviver com uma crescente e nervosa onda inflacionária, com um abismo estrutural que mais e mais se acentua, com o esfarelamento de todas as instituições que ainda funcionavam à sombra da eficiência e que passaram a colecionar gigantescos déficits patrocinados por uma ideologia tão retrógada quanto anacrônica.
      Cada vez mais a única saída parece ser o aeroporto...
      Pena que também aí as coisas já não funcionem e tenha-se a impressão de que a liberdade de ir e vir esteja por acabar. 
       Pelo menos é o que já acontece com alguns médicos...
       Pois é. o que um dia se se afirmou da saúva cai hoje como luva para o PT.  

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

O PREFEITO DE DIVINÉA E SEUS DELÍRIOS

      Mais uma vez o execrável Prefeito escapa das garras da lei, desta feita graças a um oportuno deslize temporal dos advogados de acusação...
      Está mais do que claro que as ações impetradas ainda não chegaram ao fim, assim como a luta para a cassação do improbo, mas o que salta aos olhos é o volume de recursos que devem estar canalizados para mantê-lo na torre do castelo.
      São amnésias convenientes de quem deveria ser eficiente e eficaz, entendendo que eficiência é fazer a coisa certa e eficácia é fazer a coisa certa desde a primeira vez; são decisões de juízes e relatores de uma corte que deveria zelar pelo espírito da lei, mas que por leniência ou conveniência permite que filigranas do rito legal justifiquem sua inação, quando até mesmo em seu pronunciamento final o desembargador afirma encontrar nos autos motivos e evidências mais que suficientes para uma cassação de mandato e lamenta não executar a decisão por meros detalhes processuais...
      Pelo menos desta vez a corte conheceu um pouco mais da torta trajetória do anão moral que comanda a ilha da fantasia petista em nossa cidade, visto que, dada a palavra ao brilhante advogado Dr. Claudio Ramos - o ex-vereador que nos enche de orgulho e foi o único edil fora da folha de pagamentos da quadrilha - este não se furtou em meias palavras e abriu sua caixa de ferramentas, sua impiedosa oratória, desfiando sem compaixão um vasto, verídico e impressionante rol de incompetência, desvio/malversação de recurso público, descaso com a vida alheia, falta de compostura no exercício do cargo e tudo o mais que caracteriza o pequeno ditador do mal, fazendo reinar, por mais de trinta minutos, um absoluto e respeitoso silêncio naquela corte com a atenção que lhe foi dedicada. Não restou uma vírgula sequer que o nobre causídico tenha omitido. Faltou, isto sim, à corte, ombrear sua decisão com o teor daquelas assertivas e com os fatos contidos no processo, mas com certeza ficou um alerta pulsando à espera do próximo capítulo.
      Assim, de episódio em episódio, cada qual mais obscuro que o outro, vai escapando o marreco etílico e prosseguindo com seus devaneios, desmandos, abusos e arrogâncias, certo de que em Divinéa tudo lhe é e sempre será permitido (ou será que deveríamos dizer vendido, negociado?)
      Enquanto não nos surge um Joaquim Barbosa, um cidadão da corte que não se deixe levar por torpes interesses e leve a cabo as penas que os fatos e (mal)atos exigem, nos resta aguardar a próxima calamidade.
      Quem sabe não lhe ocorre inaugurar um novo cemitério? Afinal, diante do quadro deplorável e criminoso da saúde na cidade e de seu profundo descaso com a questão sanitária do município, clientes não faltarão para engrandecer o empreendimento e enriquecer os "cumpanheros".
      Talvez uma outra reforma da praça, plantando ali uma gigantesca estrela para servir de palco para mais e mais espetáculos circenses (chamados de shows) realizados a qualquer pretexto e transformados em verdadeiros festivais de carrocinhas, bêbados e drogados., com a complacência e adoração do povo alienado que lhe reverencia pelo pão e pelo circo.
      Garantido mesmo em Divinéa, pelo menos até que a casa finalmente lhe caia, é a continuação da desgraçada equação de música (quase sempre de qualidade e valores duvidosos) + asfalto (frio, vagabundo e mal colocado) + subempregos temporários aqui e ali; tudo para levar uma das irmãs cajazeiras à disputa de um vistoso cargo público sem que lhe seja reconhecida qualquer competência para tal, mas isso já é outra história e, com toda certeza, pouco importa o resultado, desde que lhes renda belos frutos nos bolsos pelo caminho...
      Viva Divinéa! Viva o coronel Pingurussú! Ops, Patorussú! Ihhh! Sei lá...e viva nada, morra, será uma beleza para a inauguração!!!

domingo, 28 de julho de 2013

O REI ESTÁ NU... E A RAINHA TAMBÉM. (OU O MUNDO DA PROPAGANDA E A VERDADE DAS RUAS)

Há pouco mais de um ano, em seu discurso de posse na Câmara Municipal de Maricá, o então Vereador Claudio Ramos concluía seu contundente pronunciamento afirmando: "O Rei está nu!"
A realidade a que ele se referia com aquela citação de uma antiga fábula dinamarquesa de Hans Christian Andersen fazia referência às mentiras e falácias do enlameado prefeito local, mas com certeza refletia muito mais que apenas aquela pontinha do iceberg petista.
Demorou para cair a ficha no coletivo urbano brasileiro, mas a prepotência, o excesso de desprezo pelo público e de apego por interesses privados, o conluio sem precedentes entre políticos e bandidos, o total descontrole dos executivos - municipal, estadual e federal com raríssimas exceções - Brasil afora fez chegar a última gota no copo cheio. A coisa desandou. A maionese azedou. O povo acordou e viu a verdade escancarada na rua ser bem diferente do conto maravilhoso da propaganda petista.
O inconsciente coletivo que saiu às ruas do país inteiro e bradou sua indignação foi a criança, aquela inocência imune e sem medos, que apontou a nudez do Rei e, em nosso caso, também da Rainha e de sua corte de cooptados.
Por vinte centavos percebeu-se que tantas centenas de milhões, que tantos bilhões de reais vem sendo consumidos, desviados, mal aplicados, surrupiados, sem qualquer cerimônia por essa escória política que tomou o país de assalto e se perpetua sob o patrocínio de uma sistema eleitoral corrupto, contaminado e manipulado pelo maior estelionato oficial de que se tem notícia no mundo: o pacote de Bolsas assistencialistas cujo rótulo real é Bolsa Voto.
Antes que os pelegos se manifestem é bom frisar que programas assistenciais têm seu valor, mas não podem ser perpetuados e precisam, obrigatoriamente, exigir e oferecer contrapartidas que conduzam seus beneficiários à inclusão produtiva, seja através de processos de capacitação profissional, seja através do incremento dos esforços pela educação massificada de qualidade ou por projetos de absorção da mão de obra de baixa qualificação. Qualquer que seja o caminho escolhido - e podem ser vários - o benefício precisa ter prazo finito, definido e nunca maior que um ano, ou será um forte incentivo à acomodação e à formação dos guetos políticos como se vê por todos os lados.
Ah! Dirão alguns iludidos pela propaganda e outros usufrutuários das benesses petistas, a gritaria é desconexa, não tem lideranças, não tem pauta definida, é um convite ao caos... Não é bem assim. A pauta está clara, estampada em todas as cores, apenas é muito extensa por serem quase inesgotáveis as fontes da revolta popular.
Tal qual ocorre aqui em Maricá, o Planalto também acreditava ser a Copa, o futebol, a festa nos estádios com a seleção canarinho, o anestésico suficiente para o país esquecer desmandos e escândalos. Aquela coisa da festa para calar a plebe ignorante... Afinal, com a mídia sob o controle financeiro das verbas oficiais de propaganda, quem poderia mobilizar as massas?
Pois é, esqueceram que o mundo atual gira mais rápido com a rede e que por ali circula uma informação livre, não controlada pelo jogo de poder dos políticos; negligenciaram o fato de que a web é frequentada por seres antenados, mais informados e à margem dos programas alienantes desse governo tão corrupto quanto corruptor e, o que é mais interessante, surpreenderam-se com a força e com o volume da voz das ruas. Aí, com a cobertura internacional de uma mídia fora do controle petista - e longe daquele nicho de notícias plantadas (ou seriam espaços  comprados? - não lhes foi possível evitar um quadro aterrorizador para quem se acostumou a mandar nas ruas e a manipular massas...
No mundo da fantasia petista não há inflação, a sua estatal petrolífera segue impoluta apesar das evidências de seu desmonte financeiro e das trapalhadas de sua pseudo gestão graciosa (a troça é intencional), as finanças estão sob controle (leia-se maquiagem), o país cresce sem parar (tal qual um rabo de cavalo..) e a popularidade do avatar molusco idem. Pena que a rua desminta tudo e que nenhum político, a começar pela antiga terrorista sequestradora assaltante, possa participar de eventos públicos sem receber estrondosas e longas vaias que exigem cuidadosas edições nos noticiários para desaparecer.
No mundo real, a verdade grita: O Rei está nu e a rainha também. É uma corte desnuda.
Pode ser que ainda demore, mas o fato é que a casa caiu e a sociedade cansou de ver suas instituições desrespeitadas por tanta gente desqualificada aboletada nos corredores palacianos.
O gigante acordou! Tomara que tão cedo não relaxe.