domingo, 8 de fevereiro de 2015

NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESTE PAÍS...

Embora poucas semanas tenham passado desde o final de um ano que a rigor nem aconteceu e estejamos todos à beira de um ataque de nervos ao receber a segunda dose do mesmo veneno que nos vem asfixiando há doze anos com o mesmo princípio ativo - só que agora na versão genérica - a atmosfera já se mostra mais pútrida, fétida e contaminada do que nunca.

Antes mesmo que a fraquíssima memória nacional pudesse apagar os vestígios da mais infame campanha eleitoral de nossa história, a quase totalidade do discurso difamatório e ameaçador das intenções atribuídas à oposição surge sem pudores nos atos do governo e dá o tom exato das mentiras contumazes que compõem o DNA petista. 

Pouco importa a justeza ou necessidade de uma ou outra medida quando a questão é ética, é moral, é fundamentalmente de carácter, artigos extintos no almoxarifado oficial. Um olhar, ainda que sutil e sem preconceitos, nas nomeações publicadas causa ânsias de vômito; nem o mais esforçado dos idiotas seria capaz de cometer tantas sandices, de fazer piores escolhas ou de pintar com tintas mais sombrias as trevas que emergem dos currículos dos ungidos. As duas ou - vá lá - três exceções do pacote deverão sumir no mar de incompetência, improbidade e fisiologismo que as cercam. Há pouco ou nenhum espaço para mérito ou lucidez naquele séquito de Ali Baba...

Os quase oitenta milhões de eleitores que negaram a continuidade à quadrilha vermelha, devem sentir um certo alívio hoje; apesar das evidências de fraude do viciado processo eleitoral e da suspeitíssima conduta de seu condutor - aquele togado titulado por notória caneta em lugar de notório saber - sacramentarem a vitória da calúnia sobre a virtude, saber que não há como Pirro negar sua própria herança é delicioso.

Infelizmente a maior parte da população brasileira não consegue perceber as diferenças ideológicas que monopolizaram a disputa e não possui capacidades elementares para discernir o que seja o corolário comunista que se quer impor ao país com essa organização criminosa disfarçada de partido que ocupa o Palácio do Planalto. Falta informação livre e disseminada para a sociedade brasileira como um todo entender que ser de direita, ser um liberal, é ser a favor da economia de mercado, de liberdades civis, da democracia constitucional e do respeito ao direito à propriedade; são poucos os que têm consciência de que o pensamento conservador defende os mesmos princípios, a mesmíssima política, mas apenas o faz em nome de uma tradição judaico-cristã que pouco ou nada significa para os liberais de modo geral.

Assim, terminado o efeito da anestesia ministrada pela máquina da propaganda governamental nas semanas de vale-tudo - aquele período em que "êles não sabem do que somos capazes", quando "a gente faz o diabo para ganhar as eleições" - e chegada a hora de retornar às rotinas da realidade, a choldra se dá conta de que o garrote apertou e o lado mais áspero está no seu pescoço..., mas nem pode mugir muito porque já viu que a vaca está com tosse...

Claro que a conta será paga, majoritariamente, pela verdadeira classe média, aquela que trabalha cinco meses por ano para o governo e seus impostos sem retorno, sem chance alguma de mudar o cenário de caos. Claro, também, que esta será ainda mais amarga para aqueles que se acreditaram em nova classe social pela criativa e irresponsável ótica das estatísticas oficiais. Ah! A propaganda! Maravilhoso seria viver naquele mundo colorido em que tudo é perfeito, funciona e nos ampara... Pena que, após desligada a maquininha de sonhos e ilusões que a nossa televisão representa, a vida seja tão outra! Este é o preço da ignorância, o tributo da alienação que corrói um povo que vota com o umbigo.

Mais de década da pelegada no poder e o país está praticamente falido, parado no tempo, refém de seus próprios problemas e plantando novos com suas tresloucadas políticas recheadas de uma ideologia podre, caduca e comprovadamente ineficaz. Sem contar o que já veio à tona em forma de denúncias e escândalos, estamos diante da falência múltipla das instituições, da infra-estrutura, da economia, dos valores morais, da educação e da família. Só mesmo nossa dimensão continental evita o rótulo de mera republiqueta latino-americana, ainda que os últimos atos de nossa diplomacia envergonhe até as mais tradicionais destas. Não fôssemos mais de duzentos milhões e já teríamos perdido em definitivo nossa pálida soberania, mas o respeito internacional, ah!, esse já se foi há tempos...

Resta saber se poderemos dizer, em algum momento no futuro, que queremos mudar nosso destino e passar de "nunca antes na história deste país..." para um decidido NUNCA MAIS NESTE PAÍS e mostrar ao mundo quem somos de fato.


quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

"2014, O ANO QUE NÃO HOUVE" OU "QUANDO AS CARAPUÇAS VESTEM À PERFEIÇÃO"

Há muitos meses, em oito de Janeiro exatamente, publicávamos uma pergunta sobre o novo ano que ali iniciava: Feliz 2015?

Longe da pretensão de pitonisa, o que se vislumbrava era o transcurso de um ano atribulado, marcado pela ausência de investimentos, pelo definhar da indústria e por diversos outros paralelepípedos sociais, políticos e econômicos. O tempo encarregou-se de confirmar o temor e 2014 tornou-se o ano que não houve. Carnaval insosso, uma super-faturada Copa do Mundo para esquecer sob qualquer prisma que seja, um sórdido período de campanha política cujos maiores destaques foram uma suspeitíssima morte do político indesejado pela situação e o festival de ignonímias, baixarias, mentiras e atropelos da lei que jamais foi visto na história das democracias livres.

Agora que se aproxima 2015, começam a assombrar os novos escândalos que ainda não se descortinaram por completo e já ameaçam somar-se a outros ainda mais enérgicos (muito trocadilho, por favor) que borbulham na mídia teimosa e desafiadoramente investigativa que tanto revolta o reino enlameado.

Nesse contexto, surgem as mais interessantes pérolas do farto, do interminável, anedotário político nacional que até seria de alta comicidade não fora tão gigantesca tragédia. 

Nos bastidores apodrecidos da ópera bufa petista em seu quarto ato, mesclam-se atitudes do mais puro e genuíno (sim, trocadilho de novo) autoritarismo que tão bem caracteriza as esquerdas com outras em total oposição e que apenas revelam o tamanho das mentiras acusatórias atribuídas ao adversário recém esbulhado na enorme fraude eletrônica das urnas viciadas na origem. Um espetáculo promovido pelas  personalidades ciclotímicas desse (des)governo e por seu séquito de anões morais que constitui sua base par(a)lamentar. 

Assim, surgem as primeiras indicações de Ali Babá para seus quase quarenta ladrões titulados que pretendem dirigir os eternos punguistas infiltrados por todos os níveis da administração federal. Se os primeiros nomes ventilados em nada despertam nem parcas esperanças de alteração do quadro desolador que corrói nosso futuro, a surpresa será vê-los alcançar o próximo Dezembro, posto que o castelo de cartas já treme sob as brisas e dificilmente resistirá às fortes ventanias ou aos tornados que apontam logo ali no horizonte.

Como consciência e carácter são valores em extinção na classe política, o ambiente carregado de luzes que o conhecimento proporciona provoca seguidos atos falhos na corja amedrontada; olhares atentos podem perceber um quê de mea culpa a permear esse tíbio legislativo. 

Bastou uma declaração forte do mais vitorioso vencido, para a imediata assunção do que nem de leve fora afirmado; da frase "Na verdade, eu não perdi a eleição para um partido político. Eu perdi a eleição para uma organização criminosa que se instalou no seio de algumas empresas brasileiras patrocinadas por esse grupo político que aí está." saiu a cristalina revolta do presidente daquele partido instalado no ventre da culpa: "Já estamos interpelando o senador mineiro derrotado. Em seguida, processo crime no STF. O PT não leva recado para casa..." 

De tão apequenados por sua falência moral, de tão acovardados pelas evidências de corrupção endêmica e pela iminente debacle coletiva, atropelam-se em descaminhos e põem-se em serviços de prata falsa à espera da condenação. Mera questão de tempo, seu suporte contratado pela ideologia togada prepara-se para distender entendimentos, mudar roupagem e preservar as peles, sob os auspícios dos códigos legais que garantirão sua "traição" à causa. Se há algo imutável na natureza humana é sua capacidade de auto preservar-se diante das ameaças e não será diferente com aqueles deuses que humildemente se disfarçam de juízes...

Sua cada dia mais frágil base de apoio revela-se um tanto hesitante - como que mimetizando aqueles ratos que abandonam navios em naufrágio - e já ensaia uma certa distância aqui e ali dos predicados e ações exigidos pelo comando; o casco faz água e os baldes rareiam. São poucos os que oferecem a pele ao escalpo na linha de frente da defesa do que mais e mais se mostra indefensável. 

Lá em cima, no alto da montanha em que se refugia em absoluta mudez o outrora verborrágico errante, o infalível ser supremo que nada sabe, nada vê, mas a tudo oferece sua eterna verdade fictícia, as nuvens da pusilanimidade estão carregadas e prontas para desaguar no estertor de sua visível covardia. 

Se antes o que se via era um ano natimorto, o que se prenuncia agora é um período de profunda mudança, um ano de rupturas, reconstruções, soerguimento de valores esquecidos e vilipendiados, mas que somente será realidade com a manutenção e com o crescimento gradativo dessa indignação, com o aumento do tom na oratória oposicionista, com apoio irrestrito às forças da moralidade representadas pela parte livre da imprensa e pela solidez da Polícia Federal que ombreia um Ministério Público a cavaleiro da sordidez grassante do planalto central em respeito a sua vocação constitucional e, acima de tudo, com a constante mobilização da sociedade através das redes sociais, essa força incontrolável que atemoriza os falsos profetas e dissemina verdades.

Diante de uma oposição fortalecida pelo nascimento de uma nova força de oratória sustentada por mais de meio Brasil que não para de expressar sua tardia indignação, o status quo se esfarela e demonstra com clareza que a carapuça lhe serve à perfeição.




quarta-feira, 5 de novembro de 2014

O DIA SEGUINTE... COMEÇAM OS ÚLTIMOS CAPÍTULOS

Encerrada a gigantesca fraude eleitoral que carimbou os passaportes dos brasileiros para a sua longa agonia final rumo à ditadura comunista há tanto sonhada e planejada pelos expoentes da whiskerda caviar, a metade do país que negou seu voto à continuidade deste processo começa a contabilizar o tamanho da ameaça que nos paira sobre as cabeças e, também, a receber a adesão de boa parte dos que não foram às urnas, mas que tampouco estão de acordo com o que está acontecendo.

Fraude? Perguntarão alguns, mas não foi um pleito dentro da "normalidade" das incríveis urnas eletrônicas?

Bem, citando o Professor e Filósofo Olavo de Carvalho, não há absolutamente nada que possa ser considerado normal no processo eleitoral de 2014, a começar pela presença ilegal de partidos que, contrariando frontalmente o disposto na Lei dos Partidos Políticos, Art.28, alínea II - que diz taxativamente que "será cassado o registro de qualquer partido que se comprove subordinado a uma organização estrangeira" - apresentaram candidaturas e  fizeram eleger representantes, incluída aí a criatura acéfala (des)governante.

O PT, segundo está propagandeado no seu III Congresso, reconhece o Foro de São Paulo como a "coordenação estratégica da esquerda latino-americana". Ora, ao reconhecer e colocar em prática as decisões das assembléias gerais do Foro, o partido reconhece sua subordinação a um plano internacional que jamais foi discutido ou aprovado pelo nosso parlamento. Reunindo mais de uma centena de partidos de esquerda na América Latina e associado a várias organizações criminosas ligadas ao narcotráfico e à indústria de seqüestros como as FARC e o MIR, o Foro de São Paulo, fundado em 1990 por Lula e Fidel Castro, é uma ameaça real à democracia no Brasil e já tem sua marca de destruição bem visível em vários de nossos vizinhos continentais.

A rigor, respeitadas a leis vigentes - o que nem sempre costuma ocorrer por aqui ultimamente - do país, não apenas o PT, mas também o PSB (sim, Marina é membro do Foro), o PDT; o PCdoB, o PCB e o PPL teriam que ser impugnados por serem seus signatários. Ah!, se você estranhou a ausência de PSOL, PSTU e PCO, eles seguem a linha Trotskista do atraso e o Foro é Stalinista no anacronismo ideológico amplamente segmentado da doença chamada "esquerdopatia estupidificante brasiliensis". Pois é, comunistas e socialistas são tão minimalistas em sua sustentação política que rola esse preciosismo retórico: há, ainda, maoístas, leninistas, albaneses... Como diria meu irmão João Guilherme, "essa gente é mesmo bizantina"...

Prosseguindo, tivemos uma estranhíssima contagem de votos sob sigilo, interrompida por cerca de três horas a pretexto de aguardar o Acre, comandada pelo intrépido advogado sem mestrado, obra publicada ou currículo - será que servir ao partido e ser o rábula do oráculo petista é suficiente? - que lhe atribua notório saber e que, mesmo reprovado repetidamente em concurso para mero juiz estadual, foi ungido ministro do STF e veio presidir o TSE nesta nova fraude, ops!, neste pleito. Sua atuação fez ser violada a mais elementar das evidências de lisura de qualquer processo: a transparência. Não por acaso, após a interrupção da apuração, o recomeço coincidiu com uma inversão absoluta das tendências apresentadas desde o início e que, àquela altura, já apontavam ampla vitória da oposição com quase 70% dos votos válidos. Sem qualquer interesse de plantar teorias de conspiração, o fato é que coincidências insistem em nublar os passos dessa turma com tamanha assiduidade que tornam hercúlea a tarefa de acreditar em sua inocência...

Esse governo que permanece em seu mister de desconstrução da democracia em prol de uma natimorta ditadura do proletariado, proposta falida em todas as tentativas registradas na história universal, prepara-se para enfrentar pencas de processos contra seus integrantes e acólitos - muitos já em prisão domiciliar por progressão de pena concedida graças à mão amiga dos magistrados filiados - e, ainda, os julgamentos de tudo aquilo que vem sendo denunciado nas delações premiadas acordadas no caso da Petrobras e outras mais que já são esperadas. 

Há muita sujeira sob os tapetes do planalto, há indícios e há profusão de provas apresentadas; há insatisfação nos novos quadros da Polícia Federal que tentam manietar e amordaçar, há um congresso onde não têm mais a maioria e onde o principal aliado de primeira hora dá sinais de que não pretende seguir dócil em seu papel coadjuvante, há um clamor crescente nas mídias espontâneas - a tal que querem calar com um "controle social da mídia", disfarce semântico para a velha censura - que se junta à voz das ruas de um país que chega ao fim de 2014 claramente dividido e maioritariamente avesso às pretensões petistas.

Antes que alguém questione o "majoritariamente", é bom lembrar que mais de 30 milhões do eleitorado não votou em ninguém! Dito isto, que não venham atribuir a esta massa nenhuma premissa que não a de repulsa ao sistema vigente, ainda que tenham optado pelo silêncio nas urnas. Aqui não cabe a contabilidade ímpar adotada nas estatísticas de desemprego em que ficam fora dos números todos os desempregados que recebem auxílio-desemprego, os do bolsa-família, os que não buscam emprego e quem mais quiserem deixar de fora da conta; não, no caso dos que não votaram a mensagem é direta e, no mínimo, recusam-se a usar um "direito" que é compulsório, posto que se direito de fato fora jamais poderia ser obrigatório...

Essa nossa divisão, entretanto, está longe de ser aquilo que buscam rotular nas verves oficiais, a tal cisão dos ricos do sul e sudeste contra os pobres do norte e nordeste, já que isso simplesmente não existe fora da propaganda vermelha e a prova inequívoca disto foi a surra aplicada por São Paulo, maior colégio eleitoral do país e capital informal do nordeste pela esmagadora presença de seus filhos em seu território. A divisão se configura pelas diferenças culturais, pela formação educacional, pelo acesso à informação que é negado àqueles que vivem nos rincões dominados pelo poder petista e abandonados à própria sorte, a divisão se cristaliza no abismo interposto entre os dois mundos por seculares políticas de exclusão em prol de projetos pessoais, familiares e partidários de permanência no poder sob as tetas fartas da viúva leniente.

O Brasil assistirá, a partir de agora - e nem será necessário aguardar protocolos de recondução que terão lugar em primeiro de janeiro de 2015 - a movimentos cada vez maiores de insatisfação da sociedade brasileira que produz e sustenta nossa economia, assistirá ao ingresso de mais e mais petições nas diversas instâncias da justiça a questionar atos do executivo, verá crescer a voz das ruas cujo volume aumentará a cada novo escândalo que surgir - e eles não param - e ainda terá que lidar com a bomba-relógio em que se transformou a herança deste mesmo executivo, esta sim uma herança maldita.

O país inteiro mostrará que abriga um povo cujas raízes rejeitam atavicamente os princípios comunistas e socialistas, reafirmará que seu desejo verdadeiro é o espelho do pensamento liberal; é conservador, é a favor das liberdades individuais e da propriedade privada, da obediência às leis e aos contratos, é claramente a favor das democracias constitucionais e frontalmente contrário à supressão desses valores que  vêm sendo subtraídos de sua vida sutil e gradativamente nos últimos doze anos.

A história tem suas particularidades e, talvez, sua principal beleza seja o fato de se repetir inexoravelmente. Neste sentido, a tentativa de transformar o Brasil em nação comunista/socialista terminará seguindo o mesmo destino de todas as outras experiências conhecidas: o lixo, a falência, a resistência. O radicalismo dos atuais mandatários do poder e seu nítido desrespeito a quase todos os valores caros aos brasileiros será seu cadafalso, por seus próprios atos, mandos e desmandos verá ruir seu castelo de areia, seu paraíso irreal sustentado única e exclusivamente na propaganda de seus marqueteiros pela exploração da pobreza e da ignorância que fingem combater.

O último capítulo está sendo escrito por nós e selará a lápide dos ideais tortos dessa quadrilha cujas cores inexistem em nossa bandeira.


Nota: O texto gravado segundo as normas tradicionais da língua portuguesa é intencional e representa minha rejeição à boçal tentativa de impor um acordo ortográfico recusado por todos os países lusófonos.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

ORDEM E PROGRESSO SE ALCANÇA COM HONRA E MÉRITO

Terminado o primeiro turno das eleições, a parcela mais produtiva da sociedade brasileira, aquela dos indivíduos economicamente ativos que de fato contribuem para que o país cresça, sinalizou claramente seu desejo de novos rumos.
À exceção daquelas localidades em que a baixa escolaridade e a baixa atividade econômica revelam forte dependência do assistencialismo do atual bolsa-voto, ops.. bolsa-família, o país rechaçou essa marcha rumo ao comunismo e ao alinhamento com os ditames do Fôro de São Paulo que balisam as decisões dêsse (des)govêrno petista. 
Embora ninguém possua bola de cristal para afirmar a derrota como favas contadas, é a cada dia mais transparente o fim de uma era trágica para a história de nossa república. Fica bem evidente que a hegemonia petista agoniza e que cada vez mais os mercados e o brasileiro esclarecido não aceitam isso que tem sido imposto ao país como ideologia.  
Não fossem os fatores estranhos que se interpõem entre um  processo  "democrático" suspeitíssimo que se ampara em urnas eletrônicas vulneráveis e sem a possibilidade da contraprova - e aqui é bom frisar que tratamos de evidências inequívocas de fraude, uso e abuso da máquina estatal, uso de verbas públicas (como o caso dos Correios) em benefício da candidatura oficial e outros desvios morais - e o resultado já poderia ser cravado hoje sem susto.
Após mais de uma década propagandeando um corolário de mentiras interminável, a começar pela história fictícia de seus principais personagens que se auto afirmam defensores da democracia, quando de fato agiram como terroristas na tentativa de implantar no país um regime comunista à imagem e semelhança de Cuba, eis que o partido da bandeira vermelha se vê diante do julgamento que os fatos impõem e não percebe que seu castelo ruiu, não se dá conta do quanto seu rei está nu...  
As reações desmedidas e raivosas diante dos fatos que insistem em pulular aos olhos de todos só reforçam a tese de que, como sempre ocorreu ao longo da história da civilização, regimes populistas e paternalistas não logram manter sua capa de apêlo social sem revelar pouco a pouco seu forte viés totalitarista, autoritário e cerceador das liberdades individuais; afinal, como seria possível seguir enganando a todos por todo tempo sem controlar a informação? O mundo moderno é movido pela informação e esta, ao fluir em livre modo, dissipa lendas, derruba castelos de areia, expõe a nudez dos ineptos diante da sociedade e faz enxergar a verdade incômoda atrás do sonho colorido que lhe é vendido diariamente. 
Não por acaso essa corja vermelha tenta aprovar um certo "contrôle social da mídia", uma excrescência semântica que na prática representa a mais abjeta das censuras: a censura da informação, do conhecimento dos fatos, para que a estes se sobreponham as versões tão ao gosto das ditaduras... 
Pelas mesmíssimas razões e com os mais execráveis propósitos também, essa quadrilha cubano-bolivarianista fez chegar a um cooptado congresso o infame Decreto Nº8.243 em que busca aprovar a anulação deste próprio congresso e a usurpação da carta constitucioinal pela criação de "conselhos populares", uma cortina de fumaça para a definitiva mudança de regime rumo ao comunismo; espêlho dos "soviets", a suposta inclusão popular através desses organismos de consulta é na verdade seu total alijamento e a imposição das vontades do regime sobre as individualidades e a privação da liberdade. O mais distraído dos olhares reconhece a falência do modêlo em todas as suas tentativas históricas. O que surpreende é ver que ainda há quem se iluda e creia em contos de fadas...
Agora, passados cerca de dez dias do primeiro impacto criado pelos resultados do primeiro turno das eleições, o candidato da razão, aquele que manteve seu rumo inalterado desde seu primeiro passo, desde seu primeiro discurso e sempre em harmonia com suas ações, demonstra um poder de catarse sem precedentes e aglutina um sentimento de repulsa nacional cada vez mais forte ao presente status quo 
Imediatamente ombreado pelos herdeiros do capital político daquela liderança cuja vida foi ceifada por um ainda inexplicado acidente aéreo - mais uma morte misteriosa na conta petista - que quase lhe rouba a cena, sua candidatura mostra robustez, consistência e coerência de tal monta, que a adesão daquele ente da floresta tornou-se irrelevante; seu eleitorado já havia migrado à primeira hora e a decisão foi mera sobrevivência política.  
Na verdade seu tardio pronunciamento, se compreendido à luz das reticências anteriores, revela o mal estar ideológico tão indisfarçável quanto insuperável e  sua identificação com o viés político daquela inquilina é clara (ela é a melancia: verde por fora e vermelha por dentro), mas admiti-lo seria  um caminho sem volta e representaria o fim de qualquer pretensão futura.
Assim, o cenário que se descortina para o próximo dia 26 é um alento para um Brasil que pulsa, que vibra com a possibilidade concreta de rever seu futuro e de projetar um sólido retôrno aos trilhos da moralidade perdida, aos parâmetros da ética, da meritocracia e, por que não dizer, da verdadeira democracia. Ver o país inteiro acordar para os riscos de aprofundar ainda mais o amplo retrocesso assinado pelas hordas petistas aboletadas em todos os níveis da administração estatal é revigorante.  
A assunção de um político de formação superior e pensamento liberal, a volta a um ideário comum a todos os países desenvolvidos e de crescimento consolidado pelo respeito a normas, contratos e acordos de livre comércio nos remete ao futuro pela observância atenta dos êrros e acêrtos do passado.  
Sonhar com um país menos desigual não por fôrça de programas ou iniciativas assistencialistas escravizantes, mas por conta de melhores e maiores investimentos em educação de qualidade nas escolas fundamental e secundária, pela aplicação contínua e planejada de recursos em saneamento básico como porta de entrada da saúde e na estruturação desta no âmbito público; imaginar um caminho virtuoso que abandone a amarga discriminação das cotas raciais, encerre essa falsa e perversa dualidade do "nós contra êles" que pretende dividir nossa gente e retome a justiça do merecimento e da necessidade através de compromissos e contrapartidas, nos leva a acreditar no amanhã com o ordem e progresso de nossa bandeira finalmente posto em prática porque foi esta a nossa escolha!









         
         


sexta-feira, 3 de outubro de 2014

POLÍTICA ESMOLER + POVO ACOMODADO = VOTO UMBILICAL


Chegamos uma vez mais às portas das eleições que definem um matrimônio coletivo de quatro anos. Dependendo do ângulo de visão, pode-se dizer que é uma condenação, não casamento.

Conseqüência de uma legislação eleitoral que nem de longe visa o eleitor, assistimos ontem ao último debate entre os candidatos à presidência, infelizmente dentro de um modelo que alija o confronto direto de propostas e revela cenas teatrais constrangedoras. Mesmo assim algumas lições podem ser extraídas da pantomina, visto que ainda há resquícios de objetividade e preparo passíveis de vislumbre em meio àquela tibieza de conteúdo da maioria. Senão vejamos:

A candidata inquilina do palácio do planalto regogiza-se de manter cinquenta e seis milhões de brasileiros no programa assistencialista bolsa-família como se isso fosse excelente, quando na verdade apenas revela seu incentivo à preguiça e à acomodação - dinheiro vicia... - ao distribuir esmolas sem a exigência de contrapartidas, sem oferecer portas de saída ou plantar perspectivas de liberdade dessa dependência perversa cujo trôco é o voto. Suas respostas raramente contemplam as perguntas que lhe foram endereçadas ou smplesmente o faz com mentiras deslavadas e desmascaradas publicamente por fatos e dados. As bravatas que profere a guiza de promover-se são peças de ficção da propaganda petista, o mundo encantado dos alienados úteis e inúteis.
Dos nanicos ali presentes nem vale a tinta tecer juízo de valor; são a confirmação das piadas prontas...

A outra vermelha, hoje sob a capa maltrapilha de ente da floresta, prosseguiu espremendo sua voz roufenha e idéias de igual teor de tal forma que se viu destroçada até mesmo pela Anta, a quem municiou com perguntas de encomenda, justificando plenamente sua alma ainda vinculada à estrela.

É de todo pouco crível que o brasileiro comum que sulanca no insipiente transporte público que lhe é oferecido tenha permanecido à frente dos televisores no horário estúpido adotado por uma rede que é incapaz de modificar sua grade em benefício dos cidadãos, exceto quando se trata de futebol, o ópio do alheiamento das massas. Dito isto, é de questionar o que leva nosso povo a declarar-se maciçamente insatisfeito com os políticos, classificando-os com justiça de corruptos e despreparados em sua maioria, mas esquizofrenicamente segue defendendo o aumento do Estado como forma de solucionar seus problemas. Caso sério de tratamento, ou apenas a revelação cristalina da ignorância atávica do brasileiro que por natureza, pela essência de suas heranças históricas culturais, sonha com as soluções que lhes venham trazidas por um messias, não pelas mudanças coletivas de  atitudes ou pelos esforços individuais na construção de um novo comportamento na sociedade. No fundo trata-se de um enorme, gigantesco, comodismo revestido daquela falta de comprometimento tão tîpica nos incompetentes quanto comum nos tutelados, que preferem seguir com o ruim que lhes rouba o futuro  e é atribuído ao outro, a participar êle próprio da solução correta, assumindo os riscos ali contidos e comprometendo-se com o trabalho que isso demanda.

Reside aí a resistência às propostas equilibradas, coerentes com uma visão moderna de um mundo cada vez mais competitivo e despidas de ideologias populistas tão anacrônicas quanto comprovadamente falidas ao longo da história da civilização. Talvez por isso tudo tenhamos que olhar com preocupação para o resultado que sairá das urnas deste pleito, não bastassem a baixa confiabilidade destas e o escandaloso uso da máquina administrativa governamental em flagrante e imoral desrespeito à Constituição e às normas eleitorais.

O candidato oposicionista - aquele que desde sempre esteve em lado de antonimia ideológica, legal e administrativa em relação a esses que tomaram de assalto o país e o querem transformar em republiqueta marxista, bolivariana ou cubana alinhada com os ditames do infame fôro de são paulo (as minúsculas são propositais) - luta quixotesca e bravamente para fazer-se compreender e incutir nessa massa disforme socialmente seus conceitos de seriedade, meritocracia e olhar cívico para o amanhã do nosso país. Enfrenta com isso as forças de defesa do status quo, as ações a soldo de uma militância cega e o crescente contingente dos prisioneiros desse criminoso cartório esmoler que há mais de uma década rouba-lhes as esperanças.

O Brasil está diante da pior de suas inúmeras encruzilhadas: vê crescer sob seus olhos aquela mesma ameaça que no passado exigiu expulsar e que a nobreza de um perdão altruísta característico dos vencedores permitiu regressar à sua sociedade e agora destila o rancor dos derrotados na tentativa de subverter as verdades e re-escrever a história. Prosseguir refém dessa trajetória canhestra, assistir a mais quatro anos - e conviver com a possibilidade de ainda mais - de assalto e desconstrução de nossas já enfraquecidas instituições, é praticamente dar adeus ao futuro e condenar nossos filhos e netos ao mais sorrateiro, mais usurpador, mais totalitário, mais decrépito regime que se tem notícia e sabê-los impotentes diante desse falso paraíso do qual não lhes será permitido escapar...

Acorda Brasil! A urna, amanhã, é sua última arma! 


Nota: O texto gravado segundo as normas tradicionais da língua portuguesa é intencional e representa minha rejeição à boçal tentativa de impor um acôrdo ortográfico recusado por todos os países lusófonos.

sábado, 13 de setembro de 2014

UMA SOCIEDADE AMORFA, ANESTESIADA E AVÊSSA A VALORES MORAIS

O que vemos hoje a nossa volta, em meio a uma saraivada de escândalos dos mais variados calibres, é um verdadeiro pós doutorado da arte da manipulação. 

O retrato em preto e branco do arcabouço político é uma cena dantesca que se faz acompanhar das mais canhestras contribuições de uma imprensa quase que integralmente a soldo do ideário das esquerdas. 

No universo virtual, aqui e ali de forma apenas pontual e relativizada, percebe-se ainda algum resquício de raciocínio e de integridade indignada, mas é grão de areia em um oceano de venalidades que faz banais e ridículos os estertores da moralidade resistente.

Nas mídias televisiva, escrita e falada dos grandes grupos, a manipulação da informação segue os preceitos das pseudo pesquisas em que números colidem com o mundo real, distorcem o óbvio dos fatos cotidianos e desenham um mundo de colorido falso. A cada gota de fel, a cada centelha de caos que se descobre, um novo e espêsso manto de contra-informações se encarrega de turvar a visão de todos.

Fôssemos uma sociedade equilibrada, houvéssemos desenvolvido um coletivo sob as luzes do conhecimento, seria exequível um surto de reações pautadas pela lógica de seu esteio moral, mas o que se percebe é uma profunda alienação, um triste e inaceitável distanciamento desses valores que parece corroer suas bases fundamentais e termina por pautar uma abominável catarse coletiva.

Houve um instante de nossa história, ainda no alvorescer dos anos 1900 e do pensamento republicano, em que timidamente se impunham os valores universais dentro da escola que, àquela altura, embora não alcançasse inteiramente seu universo, era calcada em propósitos justos e meritórios; mais que isso, o banco escolar cumpria sua missão e escolarizava os alunos. 

O passar das décadas, somado ao crescimento gradual e jamais interrompido de equívocos tão perversos e mal intencionados quanto a maioria dos representantes camerais, encarregou-se de nos conduzir criminosamente ao cenário atual. Hoje vemos uma escola que, sobre a falência da sua missão primeira de alfabetizar e preparar o jovem para o mundo produtivo, peca também na manutenção daqueles valores, cede ao comodismo da leniência disciplinar, desiste ideologicamente do mérito e se vê auxiliada nesse fracasso pela moderna famîlia ausente do compromisso de educar. O resultado se revela na sociedade anestesiada, idiotisada, despida de valores morais e completamente dormente que se estabeleceu no país.

Consequência desse imoral e amoral balisamento, assistimos hoje a um quase irreversível processo de anacronismo atávico que nos condena à contramão da história universal, que nos coloca ombreando a nata da escória política do mundo, que dá a cada brasileiro - principalmente aqueles poucos e cada vez mais raros que pretendem um país capaz de enfrentar e vencer desafios com dignidade e competência - uma parcela pesada a pagar pelo acúmulo de êrros sucessivos. 

Somos uma nação condenada pelo imobilismo mental. Pouco ou nada importa a parcela proativa resiliente; a força dessa inércia intelectual, o caos advindo desse parco teor das capacidades cognitivas da massa dominante é amplificado pela malidicência, pela vulgaridade, pela corrupção arraigada nos mais íntimos desvãos de uma classe política que mais e mais se notabiliza pelos desvios de caráter. 

Se um dia tivemos a esperança a nos confortar pelas palavras e ações sempre sábias e exemplares de um D. Pedro ou de um Rui Barbosa - são os dois bastantes para ilustrar - no seio da sociedade brasileira, o presente nos deixa amarga a boca e sangra o coração dos virtuosos. A realidade nua e crua que nos acorrenta é um soco no futuro, um vaticínio do amanhã de cores opacas que nos aguarda.

Uma sensação doída de cansaço, uma incômoda impotência surge quase que indomável dentre aqueles desejosos de outro futuro e parece traçar o destino de todos, apesar dos solitários quixotes lançarem-se contra esse gigantesco moinho.

Apossando-me geneticamente das palavras de meu irmão João Guilherme, desejaria que mais e mais cidadãos recusassem o papel do bambu que se verga e lambe o chão nas tempestades e se unissem a nós que assumimos a identidade do carvalho que só vai ao chão se morto com suas raízes.



segunda-feira, 1 de setembro de 2014

NADA PARECE MAIS ESTRANHO QUE A REALIDADE...



Nesses dias de intensificação e recrudescimento de campanhas visando ao pleito que se avizinha, vemos, lemos e escutamos de tudo um muito. Há desde mentiras deslavadas até hipocrisias das mais inacreditáveis. Lobos e cordeiros, se ė que estes existem nessa seara, trocam de pele, trocam matilhas e rebanhos, trocam até afagos... Apenas seus propósitos seguem os mesmos, todos buscando manter-se ou agarrar-se àquelas benesses que enxergam no poder ou creem a êle ser inerente.


O curioso nesta história, ainda que por nada surpreendente, é esse olímpico abandono de qualquer discussão programática, estrutural ou minimamente próxima de algo concreto, palpável, frente aos desafios com que o país se defronta há décadas.


Não há uma só palavra direcionada ao flagelo da educação de base do Brasil em todas as suas esferas, especialmente em razão do aparelhamento ideológico que domina o setor e do constante afastamento de qualquer pensamento que privilegie a meritocracia no setor. Há simplesmente um bitolamento que nos condena a métodos comprovadamente ineficazes na alfabetização e ainda mais inócuos no degrau seguinte em que os jovens deveriam ser preparados para o mercado de trabalho. Aí se vê construir, impunemente, seguidas gerações de ineptos e inaptos para as empresas, sejam elas voltadas para indústria ou comércio.

O gargalo nacional que manieta nossa produtividade visceja nesse equívoco e as raras vozes que se ouvem não repercutem, pelo contrário, são rotineira e solenemente ignoradas por uma criminosa conveniência: à classe política não interessa uma sociedade mais preparada e capaz de pensar com independência e fundamentos, enquanto à esta parece confortável seguir no papel de coitadinhos, vítimas de má fortuna à mercê deste assistencialismo calhorda que lhes é distribuído à guiza de justiça social. À parte a óbvia conclusão de que a preguiça ou um condescendente espírito de laisser faire, laisser passer permeia nosso povo, o fato é que perdemos seguidas gerações e hoje vemos crescer uma autêntica sub-raça, uma plêiade de nem-nens que vive à sombra da cultura do consumo e das frivolidades, mas não se prepara para sustentar seus sonhos ou participar de um crescimento social que os impulsione. Assim, la nave va...

Por outro lado, enquanto o naufrágio econômico se consolida com as invencionices popularescas do reino encantado petista e sua contabilidade criativa a maquiar números, índices e resultados invisíveis, imperceptíveis na vida real, os iluminados líderes estelares alardeiam seus feitos - inacabados ou pura fantasia quase todos - repetindo  cerimônias de inauguração de coisas que já deveriam ser pretérito, mas seguem futuro...sempre futuro. Ah! Propaganda! O que seria dos déspotas, dos falsos líderes, dos lenientes governos populistas, não fossem as tantas e tão magníficas propagandas e suas igualmente fantásticas verbas...

Que ingratidão! Em um desolador cenário de tíbias oposições, neste triste ambiente de timidez condolente onde deveria haver pulsante e pungente revolta pelo desastre sanitário deste Brasil que se apraz afirmar sexta potência econômica do planeta - mera questão numérica incompatível com os índices mensuráveis no cotidiano - tudo o que aparece é a indômita defesa de um inconstitucional programa de importação de escravos que financia uma anacrônica e fétida ditadura, sob o olhar complascente daqueles que deveriam gritar, mas sucumbem igualmente na farsa midiática. 

Governos deveriam ser proibidos de fazer publicidade de seus atos. Campanhas educativas ou preventivas (nas áreas de saúde, por exemplo) sim, mas não esse circo de Pinóquios a hipnotizar 75% de alienados. Como está, falta pouco para vermos gigantescos cartazes com os rostos retocados dessa corja petralha que nos pilha diariamente. 

Ingratidão? Espere, ouve-se alguma voz que se rebele? Hummm, parece haver uma surdez epidêmica por aí já que nada se escuta além de mesmices, acusações e platitudes. Não, não há ingratidão, o que há, quando muito e bastante, é dormência coletiva. Uma incomensurável dormência da minoritária face culta e produtiva da sociedade, que se mostra de tal forma adormecida ou resignada com o permanente estado de coisas que lhe cerca, que já nem sabe reagir e desiste. 

Essa sociedade já parece escolher o caminho solitário das exceções e fica de costas para tudo; afinal, há ilhas de excelência por todo o país e em todas se vê o distanciamento do Estado, a independência das iniciativas privadas que desprezam os ritos políticos ou as ingerências oficiais e regem seu próprio destino. Aí se comprova a parcela do Brasil que funciona, do Brasil que se destaca e contribui para aqueles números dos quais govêrnos tentam se apropriar como se mérito lhes coubesse. Nada mais falso, essas ilhas existem apesar do Estado, não por suas ações.

Em diferentes mídias surgem "debates" e "entrevistas" nas quais nada de verdadeiro ou espontâneo é perguntado ou respondido, apenas teatro mambembe com narizes e golas distribuídos pela audiência. Resultados os mais diversos surgem de pesquisas "espontâneas" encomendadas nas quais é improvável, se não impossível, o vislumbre do universo em que se insere, a não ser por conta de seus claros sinais de favorecimento desta ou daquela vertente. Tudo se mostra tão contaminado, tão ilusório, que a lucidez necessária às escolhas ditadas pelo raciocínio se faz ausente e alimenta aquela incômoda dormência. Quando haverá uma oportunidade em que questões pertinentes sejam apresentadas e respostas diretas vinculem-se à realidade? Há tempos que essa imagem se revela tão fictícia quanto imaginar real o mundo da propaganda que vemos infiltrarem nas veias do eleitorado menos esclarecido.

Nestes dias de pouca realidade, nada mais familiar que a publicidade da fantasia, essa criminosa e irresponsável aventura do sonho de eternidade que corre na alma política...